Um relatório elaborado por Aaron Greenspan, um ex-colega de Mark Zuckerberg de Harvard, afirma que metade dos utilizadores do Facebook são falsos, avança o Business Insider. Para além de ter estudado com o dono da maior rede social, Aaron Greenspan afirma que foi o primeiro a ter a ideia para a criação do Facebook, acabando por chegar a um acordo confidencial em 2009. Dessa forma, é possível que o tom do estudo seja tendencioso, como aliás é assumido no documento e o próprio Facebook já referiu que a informação é errada.

Segundo o estudo, mais de metade dos 2,2 mil milhões de utilizadores da rede social são contas falsas, contradizendo os números do Facebook, que em 2017 referia ter apenas 2/3%. O relatório acusa a rede social de ter perdido o controlo sobre o seu próprio produto, e de mentir ao público a escala do seu problema com contas falsas. “As suas métricas oficiais, muitas delas pararam de fazer relatórios trimestrais, são contraditórias e até são uma farsa”, lê-se no documento.

No estudo é referido que os clientes que investem publicidade na rede social, fazem-no porque esperam comunicar com dois mil milhões de seres humanos reais. Neste caso, estão a deitar dinheiro ao lixo, porque as contas falsas clicam de forma aleatória na publicidade ou fazem “like” das páginas, para ultrapassar os algoritmos antifraude. Esta conduta, apesar de defraudar os anunciantes, recompensa o Facebook em receitas de publicidade, para além de gerar esquemas, extorsões e outros tipos de enganos, “que podem envolver governos”, numa alusão ao famoso caso Cambridge Analytica.

O Facebook reagiu e referiu ao Business Insider que as informações do relatório são erradas, sem fundamentos de factos, mesmo considerando as contas falsas.

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