O Future Match é um evento que está integrado na CeBIT e que funciona como um speed dating entre parceiros de negócio: as empresas inscrevem-se, ficam em montra numa plataforma online, escolhem os parceiros com quem querem trocar impressões e depois, no dia e hora marcada, conversam.

Portugal teve este ano duas empresas que se aventuraram no Future Match: Globalsoft BSC e Quidgest. A representação portuguesa já foi maior no passado e a participação de este ano ficou aquém das expectativas, como admitiu a Agência para a Inovação, promotora do evento em Portugal. Mas poucos não significam que tenham sido maus: estavam marcadas mais de 50 reuniões.

A Quidgest, repetente nestas andanças, confirma isso mesmo. "Este ano, o perfil das empresas participantes revelou-se particularmente interessante para o desenvolvimento de projetos e iniciativas integradas na nossa estratégia de internacionalização", disse ao TeK o responsável pelos mercados de língua alemã da empresa, Nicolas Kinting.

A tecnológica levou até Hanôver o Genio, plataforma de geração automática de código, mas também mostrou as valências do software que tem na área de ERP, saúde, gestão da formação e gestão documental. Nicolas Kinting admite que a CeBIT é um local de grande competição nas áreas referidas, mas que existe oportunidade para as empresas mostrarem o valor acrescentado das suas ofertas.

Fica ainda a certeza de que para o ano a Quidgest vai voltar a apostar no Future Match, isto porque o evento tem dado sempre o retorno esperado.

Também a Globalsoft BSC decidiu explorar o evento. "Achamos que o Future Match da CeBIT tem potencialidade para obtermos novos contactos de distribuidores internacionais e apresentarmos o nosso produto internacionalmente", explicou o gestor de negócios internacionais, Miguel Ângelo Soares.

A tecnológica de Braga é especialista no desenvolvimento soluções de gestão informática para as áreas da saúde, municípios e gestão hoteleira e o apetite por estes serviços é grande tanto em Portugal como a nível internacional. Para a expansão "lá fora" a empresa quer apoiar-se numa rede de parceiros que pode ser construída neste tipo de eventos.

A boa fama que as empresas portuguesas têm no estrangeiro facilita o contacto e o aparecimento de novos negócios, disse o membro da Globalsoft BSC.

Quase uma semana depois de ter terminado a CeBIT e a Future Match, fica a sensação de missão cumprida e a promessa de que para o ano há mais.

Rui da Rocha Ferreira


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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