A Intel junta-se à já longa lista de empresas que usa a crise mundial para justificar alguns milhares de despedimentos. A fabricante de chips americana confirmou que planeia eliminar seis mil trabalhadores das suas fábricas.

A justificar a medida está o decréscimo na procura mundial de computadores pessoais, que acaba por reduzir os níveis de produção das fábricas e inviabilizar a manutenção da capacidade produtiva máxima, sob pena das unidades não se financiarem a si próprias.

Afectadas pela decisão serão fábricas na Malásia e nas Filipinas, que encerram, e fábricas no Oregon e na Califórnia que verão a sua produção reduzida.

Em comunicado, a fabricante garantiu que a medida não afectará o nível de investimento nas unidades de produção especializadas na produção de chips a 32 e 45 nanómetros.

Recorde-se que a principal concorrente da Intel, a AMD, também anunciou que irá reduzir em 1.100 pessoas a sua força de trabalho. Do mesmo objectivo de redução de custos, faz parte o negócio anunciado ontem com a Qualcomm, através do qual a AMD vendeu a divisão de chips dirigidos a dispositivos móveis.

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