Foi ontem celebrado o acordo entre a Optimus e a Vodafone Telecel para a criação de uma empresa de construção, gestão e exploração de infra-estruturas físicas de telecomunicações. A criação desta joint-venture estava a ser estudada desde 2000, quando ainda antes da atribuição de quatro licenças UMTS as duas empresas firmaram uma carta de acordo para partilha de infra-estruturas técnicas (veja Notícias Relacionadas).



O nome da nova empresa é Situs - Exploração de Torres de Telecomunicações e Sites S.A e conta com um capital inicial de 50 mil euros, detidos em partes iguais pela Optimus e pela Vodafone.



A Situs, como o próprio nome indica, vai dedicar-se à construção, gestão e exploração de infra-estruturas das duas operadoras, nomeadamente as torres de sustentação de antenas e os roof tops (leia-se, espaços em telhados).



As infra-estuturas de telecomunicações já criadas pela Optimus e Vodafone Telecel virão a ser integradas na nova empresa após avaliação por uma entidade independente, refere o comunicado enviado à imprensa. No mesmo é ainda sublinhado que a Situs entrará em actividade após obtida a autorização das autoridades de concorrência para esta operação.



De acordo com a nota de imprensa a poupança significativa em termos de investimentos e custos necessários para a manutenção das redes móveis e a criação de condições para minimizar o impacto ambiental das infra-estruturas das redes GSM e futuras, esteve na base da constituição da Situs. Note-se ainda que este é actualmente um dos sectores de actividade mais competitivo em Portugal.




A Quercus levantou também preocupações ambientais quanto à proliferação de antenas que será necessária para a rede UMTS - calculadas em 14 mil - e a sua instalação em zonas que tenham um menor impacto em termos de paisagem e meio-ambiente. A organização ambientalista sugeria mesmo que a criação de um código de conduta ambiental e de saúde, de forma a que as novas antenas fossem instaladas em locais apropriados e se favorecesse a partilha de infra-estruturas.


Ainda em 2001 o ICP - agora ANACOM - publicou um documento de clarificação onde se afirma que no quadro das licenças de redes móveis é possível a partilha entre os operadores de alguns elementos de rede sempre que seja tecnicamente possível.


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