O grupo espanhol Prisa, que controla a dona da TVI, está vendedor de uma participação de 30 por cento da Media Capital e à procura de parceiros para reforçar a sua posição no sector dos media em Espanha e equilibrar a sua situação financeira.

A situação está a animar a imprensa especializada e a gerar várias notícias que envolvem o incumbente português e espanhol, simultaneamente parceiros e rivais.

O Diário Económico garante que está praticamente negociada uma parceria com a Telefónica espanhola que levará o incumbente espanhol a assumir uma posição no capital da Prisa. A mesma notícia avança que a parceria em Espanha será também alargada a um grupo com responsabilidades na gestão de direitos televisivos de conteúdos desportivos.

A entrada da Telefónica na Prisa seria uma espécie de plano de emergência para ajudar o grupo a controlar a actual dívida de 5 mil milhões de euros. A Telefónica já mantém relações de parceria com a Prisa na TV por subscrição e nos serviços de Internet. A ser bem sucedido o acordo que agora se negoceia os grupos ficam unidos numa aliança estratégica e de capital e a Telefónica ganha influência na gestão da Media Capital, uma posição que fonte da empresa confirma ao jornal ser do seu interesse, será usada para pressionar a PT, sua parceira no Brasil (para a Vivo) numa sociedade de partes iguais, que ambas as empresas há muito gostariam de tomar na totalidade para si.

Além da parceria estratégica, a Prisa também está vendedora de uma posição em torno dos 30 por cento na Media Capital que segundo o diário i estará a ser cobiçada pela PT, Controlinvest e a Ongoing de Nuno Vasconcellos, informações não confirmadas pelas empresas envolvidas. Apenas a intenção da Prisa alienar parte da Media Capital era já conhecida e admitida pelo grupo espanhol que também é dono do El País.

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