A SCO acusou a IBM de ter eliminado algumas das principais provas de uso indevido de propriedade industrial. A acusação surge no âmbito do processo judicial que opõe as duas empresas, interposto pela SCO que acusa a IBM de ter usado código do Unix - sistema operativo propriedade da SCO - no desenvolvimento do popular Linux, outro sistema operativo de código aberto.



Ainda no passado mês de Junho o processo que decorre desde 2003 teve novos desenvolvimentos com a anulação por um juiz de 187 das 293 queixas da SCO contra a IBM, consideradas mal fundamentadas. Uma das justificações apresentadas na despacho do juiz para fundamentar a decisão apontava o facto da SCO, durante uma audição com a IBM, ter reagindo a uma das questões abordadas afirmando que não iria dizer à empresa o que esta fez mal, uma vez que esta sabia.



A nova acusação da SCO surge agora num recurso relativamente a esta decisão judicial que reduziu para metade o número de queixas que a empresa pode levar à barra do tribunal no julgamento agendado para o próximo ano.



"Semanas depois da SCO ter avançado com o processo judicial a IBM direccionou dezenas dos seus programadores do Centro Tecnológico Linux e pelo menos dez programadores afectos a outras áreas [....] para apagarem o código fonte do AIX e/ou Dynix dos seus computadores", diz o recurso da SCO.



"Um programador Linux admitiu ter destruído código fonte e testes do Dynix, bem como drafts anteriores a Março de 2003 de código fonte que ele terá escrito para o Linux" com base no código propriedade da SCO, continua o documento, citado na imprensa internacional.



A SCO garante que logo no início do processo forneceu estas informações, que não terão sido consideradas pelo juiz que as achou irrelevantes para o caso e as deixou fora do processo.



A empresa pede agora que esta informação seja incluída no processo por considerar que é informação relevante, sobretudo depois da moção apresentada pela IBM que resultou na remoção das 187 queixas.



O recurso pede ainda a anulação desta decisão e alega que a SCO tem vindo a cumprir todos os requisitos do tribunal, para justificar a sua incompreensão relativamente à remoção das queixas.



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