O emprego no sector das tecnologias da informação aumentou 106 por cento entre 1996 e 2004, criando 1,19 milhões de postos de trabalho na União Europeia. Os dados constam do Works, um relatório sobre o trabalho, em fase de conclusão, cujos resultados para o sector das tecnologias foram antecipados pela APDSI num estudo apresentado esta quinta-feira.

O Works chama a atenção para a mudança da relação dos trabalhadores com a tecnologia, que passou de um estado de fascínio para a orientação para a resolução de problemas complexos.

A tecnologia encarada cada vez mais como uma solução é outro dos pontos indicados neste relatório europeu, citado no estudo "Do Analógico ao Digital: O Trabalho na Sociedade do Conhecimento", que reúne várias análises e estatísticas, feitas em Portugal e na UE sobre a influência das tecnologias na forma de trabalhar.

No que diz respeito às profissões associadas à Sociedade da Informação, o Works refere que as qualificações técnicas continuam a ser uma pré-condição para iniciar uma carreira nesta área, ressalvando que as competências de comunicação e de gestão têm vindo a ganhar importância.

"Na amostra existe uma grande variedade de cursos e diplomas que podem abrir a porta para as TIC: não apenas diplomas em informática, mas também outros diplomas em ciências naturais, economia e ciências humanas, complementados com uma especialização nas TIC e certificados de formação profissional", refere António Brandão Moniz, coordenador do estudo da APDSI, referindo os dados apurados pelo projecto europeu, em que também esteve envolvido.

Em muitos casos, a saída da universidade para o emprego é quase directa, com grande parte dos entrevistados a afirmar que já tinham trabalhado enquanto estudantes ou estagiários nas empresas que os acolhem actualmente.

O Works indica que o recrutamento põe muitas vezes maior ênfase na experiência de trabalho anterior do que no diploma, especialmente quando são requeridas qualificações de gestão juntamente com as qualificações técnicas.

"Em alguns casos os empregadores mostram-se insatisfeitos com a qualidade de ensino prestada pelas universidades, e assim os novos trabalhadores devem participar em programas de formação", sugere-se.

O grande potencial económico e os vários benefícios relacionados com os salários, a segurança e a perspectiva de carreira são as principais razões apontadas pelos inquiridos para terem procurado emprego na área das TIC.

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