A cerca de um mês do início da Web Summit multiplicam-se as confirmações e dados sobre a quarta edição da conferência a decorrer em Lisboa, com data marcada para 4 a 7 de novembro e muitas iniciativas que extravasam o espaço do Parque das Nações e tomam conta de Lisboa.

Ontem Paddy Cosgrave confirmou que a próxima vicepresidente da Comissão Europeia e responsável pela pasta da Economia Digital, Margrethe Vestager, vai voltar ao Web Summit, onde tem sido presença assídua, e que estava garantida a presença "da figura mais importante do planeta na área das tecnologias". O mentor da Web Summit referia-se, a Edward Snowden, segundo o revelado esta quarta-feira.

De acordo com a nota enviada às redações, Edward Snowden, "alguém que mudou para sempre o mundo no que diz respeito à privacidade e proteção de dados", vai falar na sessão de abertura da Web Summit, em direto, a partir de Moscovo, onde reside atualmente.

Esta terça-feira, Paddy Cosgrave anunciou também que o espaço de exposição está já esgotado para 2019 e que as localizações principais para 2020 vão estar "vendidas" ainda este mês.

Com a venda de bilhetes ainda a decorrer, Paddy Cosgrave afirmou à Lusa que prevê 70 mil participantes e 1.800 'startups' na Web Summit deste ano, e que há novas iniciativas ligadas ao ambiente.

"Já temos os mais incríveis oradores, como o CEO do Tinder, o Chairman da Huawei, o CEO da Wikimedia, dois comissários europeus e muitos outros. Esperamos 70 mil participantes, incluindo 1.800 'startups', 1.500 investidores e dois mil membros de 'media'", afirmou Paddy Cosgrave, presidente executivo da Web Summit.

Além de assumir que a organização está "muito entusiasmada para ver algumas das iniciativas, como as mulheres na tecnologia e o 'planet:tech'", Paddy Cosgrave revelou que a edição de 2019 está também focada nas alterações climáticas.

"Estamos a caminhar na direção de um evento livre da utilização de plástico e muito do conteúdo que vamos ter no 'planet:tech' assenta no papel que a tecnologia pode assumir no combate às alterações climáticas. E isso acaba por realçar o trabalho que a Web Summit pode fazer, ao criar uma rede de conexões ambientais que podem traduzir-se em projetos pós evento", defendeu.

Atendendo à expectativa de 70 mil participantes na conferência tecnológica, ainda "há muitos preparativos e trabalho a decorrer", desenvolvido por "uma equipa muito talentosa que tem feito continuamente eventos de elevada qualidade", referiu.

"Contamos esgotar o evento mais cedo do que nunca. Com mais de 20 palcos, somos capazes de atrair especialistas dos mais diversos setores para falar à nossa audiência sobre tópicos tão diferentes como o futuro da inteligência artificial, os desafios à volta da proteção de dados ou a urgência de se adotar comportamentos sustentáveis, com vista a proteger o nosso planeta da ameaça das alterações climáticas", especificou.

Devido ao acordo firmado, em 2018, entre o Governo, a Câmara Municipal de Lisboa e Paddy Cosgrave, a Web Summit vai permanecer na capital portuguesa durante 10 anos.

"Temos um escritório em Lisboa, onde trabalham 12 pessoas, e estamos a planear expandir a nossa presença em Portugal. Estamos neste momento a contratar para várias áreas, desde desenvolvimento de 'software' até organização de eventos", acrescentou o cofundador da Web Summit.

Nota da redação: Notícia atualizada às 15h15 do dia 2 de outubro, com a informação sobre a participação de Edward Snowden.

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