O Presidente da República voltou a abrir o Congresso anual das Comunicações, uma tradição que mantém desde 2007 e que este ano termina, com o seu último ano de mandato. O chefe de Estado aproveitou a presença no evento para sublinhar o papel do poder político e dos reguladores no enquadramento das Tecnologias a Informação e da Comunicação e pediu sensibilidade aos poderes públicos “para os desafios inerentes ao impacto das tecnologias na economia e na sociedade”.

Sublinhou que numa sociedade dominada pelo digital as instituições se tornam mais dependentes dos sistemas de informação e das redes digitais e por essa via “mais vulneráveis à ação criminosa de indivíduos solitários ou de organizações, ao ativismo político subversivo, aos conflitos entre Estados soberanos”.

Para enquadrar esta nova realidade fazem falta “políticas que interpretem o novo modelo tecnológico e económico e que gerem confiança nos cidadãos”. Neste âmbito, refere o presidente, é fundamental que os poderes de regulação sejam eficazes e que se compatibilize inovação e segurança.

Para Cavaco Silva é “tempo de ponderar alguns atropelos e abusos na sua utilização [das TIC], de admitir as complexidades que suscitam na relação com os sistemas económicos e com o Estado”. Neste contexto, outro risco apontado pelo Presidente da República foi o da infoexclusão, que os poderes públicos também devem trabalhar para evitar.

A APDC assinala em 2015 30 anos de vida, ao mesmo tempo que realiza a 25ª edição do seu Congresso, que entre hoje e amanhã leva ao Centro Cultural de Belém 99 oradores. O presidente do congresso é este ano, António Vitorino.         

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