No início do ano o Facebook criou uma nova divisão: o Connectivity Lab, que está responsável por desenvolver um sistema de distribuição de Internet através de drones. O responsável máximo pelo novo braço da empresa, Yael Maguire, revelou que no início de 2015 serão feitos os primeiros testes à frota de aeronaves da rede social.



A gigante norte-americana ainda não disse quais as localizações onde vai experimentar a sua frota de drones, mas confirmou que já tem uma lista de 21 regiões onde gostava de implementar em primeiro lugar a distribuição de Internet através de veículos aéreos não tripulados (UAV na sigla em inglês).



Mas do conceito e dos testes até à fase de distribuição ainda falta muito tempo. Yael Maguire estima que só em 2017 é que o sistema de drones possa estar operacional, num intervalo de tempo que pode resvalar até 2020.



Isto porque existem muitos obstáculos que são precisos ultrapassar, tanto ao nível da tecnologia como ao nível do enquadramento legal. No campo tecnológico o grande desafio é criar aeronaves que usam energia verde e que tenham uma grande duração de ação – para distribuir Internet de forma contínua os drones precisarão de ficar vários meses seguidos em atividade.



Já no campo da lei é preciso criar legislação específica para estes sistemas de distribuição. Por exemplo, o Facebook tenciona operar os UAV a mais de 60 mil quilómetros de altitude, numa faixa em que a legislação da aviação já não é válida.



Outra questão está relacionada com a lei norte-americana de que para cada drone é necessário haver um piloto. O Facebook vê isto como um revés para os seus planos, sobretudo por causa do esgotamento que os pilotos podem sofrer. “Será como jogar um vídeojogo durante duas semanas seguidas”, explicou o responsável do Facebook, citado pela Wired.



De acordo com a rede social, o ideal será uma pessoa controlar um sistema que por sua vez dá acesso a 10 ou a 100 drones.



Mas este não é um caminho que o Facebook queira fazer sozinho. O Connectivity Lab está à procura de parceiros – Governos, empresas de drones ou outras entidades – que queiram fazer esta “viagem”.



A nova divisão do Facebook foi criada antes da Google ter fechado o negócio com a Titan Aerospace – também para a distruibuição de Internet por drones. A gigante dos motores de busca tem ainda em funcionamento o Project Loon.



Recorda-se os leitores que ainda ontem, 23 de setembro, o TeK deu conta de uma empresa portuguesa que também está a trabalhar no mercado dos drones, tendo em vista a distribuição de Internet em locais que agora não têm qualquer ligação à grande rede mundial. A Quarkson é uma startup que está sediada no Barreiro.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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