Sessenta por cento dos operadores mundiais de telecomunicações preparam-se para assegurar o lançamento de serviços 4G até ao final de 2013, revela um estudo divulgado hoje durante a conferência LTE World Summit, que decorre em Barcelona, Espanha.

De acordo com a análise, a cargo da Informa Telecoms & Media, 33,7% das empresas planeia lançar serviços suportados na tecnologia 4G ainda durante este ano e 24,9% esperam fazê-lo ao longo de 2013.

Num contexto em que 70,5% dos inquiridos afirma encarar como uma oportunidade de negócio viável o lançamento de ofertas comerciais baseadas no 4G nos dias que correm, os especialistas esperam um aceleramento da implantação deste tipo de serviços.

A principal razão para o interesse dos operadores na apresentação de ofertas 4G é a possibilidade de criação de novas fontes de receita, sendo este o motivo apontado por 34,7% dos inquiridos.

Outras das razões prendem-se com o aumento da capacidade para assegurar serviços com maior largura de banda (23,3%) ou o interesse em gerar valor para a marca, através da liderança tecnológica (31,3%).

A análise, baseada em 528 inquéritos a membros da indústria, levados a cabo durante este mês, sustenta ainda que a falta de uma oferta ampla de smartphones compatíveis com LTE - apenas 18% o são, segundo a Informa Telecoms & Media - a e as diferenças ao nível das frequências que suportam o 4G nas diferentes regiões do globo são das principais razões para as dificuldades na implementação da tecnologia.

Um outro estudo, divulgado em abril pela ABI Research, sustentava que até ao final de 2012 deverão ser comercializados 61 milhões de equipamentos compatíveis com as tecnologias de quarta geração móvel, entre smartphones e tablets (LTE e WiMax).

Mas atualmente o LTE ainda é visto como uma extensão da Internet móvel de banda larga, pelo que os utilizadores não estão preparados para pagar por um "acesso premium" a esta tecnologia, defendem os analistas da Informa Telecoms & Media.

"A maioria dos operadores que foram bem-sucedidos na captação de clientes para o LTE, decidiram não cobrar um valor mais elevado pelo acesso ao 4G, acrescentando a possibilidade a planos já existentes", o que teve como resultado uma reação muito positiva do mercado, afirmou Paul Lambert, analista sénior da empresa.

O responsável acredita que numa fase inicial a quarta geração móvel deve ser encarada como uma forma de melhorar a experiencia de utilização da banda larga móvel e não como nova fonte de receitas.

Em Portugal, os três maiores operadores - TMN, Vodafone e Optimus - optaram por lançar, em março, ofertas comerciais completas suportadas na tecnologia 4G, que incluem equipamentos como smartphones, tablets e pens de banda larga, acompanhados de planos de preços para acesso ao serviço.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Joana M. Fernandes

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