A Media Capital defende a adopção de um modelo gratuito para a Televisão Digital Terrestre, na continuidade do modelo já usado na televisão analógica, disse hoje Pedro Morais Leitão, administrador da Media Capital Multimédia no V Fórum Telecom e Media do Diário Económico.



O responsável que teceu várias críticas aos atrasos no relançamento do concurso, considerou que o modelo de exploração da TDT deve ter em conta o facto de hoje em dia mais de metade da população (50,9 por cento de acordo com números da Anacom) ter apenas acesso aos canais nacionais emitidos em sinal aberto.



A opção defendida pela Media Capital é aliás a utilizada em vários países da Europa que tal como Portugal tiveram de dar um passo através na atribuição de licenças para a TDT, esperando a normalização da tecnologia subjacente e revendo os modelos de negócio de base.



Morais Leitão defende ainda que o regulador deve definir em simultâneo com a licença de televisão as condições de exploração para a TV no móvel (DVB-H). A convergência tem dado o mote para vários negócios de fusões e aquisições na Europa e uma clarificação à partida das condições para operar a vertente móvel da TDT seria, na opinião da Media Capital, um contributo para que as empresas pudessem traçar de forma mais eficiente as suas estratégias.



Mário Lino remete novo concurso para depois da OPA



O ministro das obras públicas, transportes e comunicações considerou hoje à margem do fórum do Diário Económico que o actual momento de análise da OPA da Sonae sobre a PT não é oportuno para o relançamento de um novo concurso para a televisão digital terrestre.



Recorde-se que ainda na semana passada o ministro dos assuntos parlamentares tinha referido que o novo concurso só seria lançado em 2007, por forma a dar tempo para que a Anacom e o Instituto da Comunicação Social terminassem os estudos técnicos necessários para a definição de um novo modelo. Mário Lino foi menos preciso e limitou-se a garantir que "a breve trecho" avança o novo processo de atribuição de licenças.



Pedro Morais Leitão criticou os adiamentos lembrando que desta forma "Portugal irá tornar-se o último país da Europa Ocidental a definir enquadramento regulador para a TDT".



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