A percentagem de famílias portuguesas que optam por pacotes combinados para acesso a serviços de telecomunicações e televisão é agora de 43 por cento, ultrapassando a média europeia de 42 por cento, mostram os dados do eurobarómetro publicados hoje.

A análise, com base em inquéritos efectuados nos primeiros dois meses do ano, revela ainda um crescimento de 18 pontos percentuais no que respeita à penetração da Internet, um indicador em que o país estava entre os últimos da UE na última contagem.

Actualmente, 51 por centos dos lares contam com acesso à rede, uma percentagem apenas alguns pontos abaixo dos 62 por cento que representam a média europeia e que revela um crescimento significativo face aos 33 por cento que Portugal registava em Outubro.

Entre aqueles que não têm Internet em casa, a falta de interesse continua a ser a principal razão apontada (68%), mas os custos associados também foram mencionados em 19 por centos dos casos.

Os serviços de banda larga dominam o mercado, sendo responsáveis por 45 por cento dos acessos, seguidos pela ADSL (18%), num ranking onde as ligações móveis ocupam o último lugar, usadas apenas por 5 por cento dos lares.

A mesma tendência se regista nos restantes países da UE, onde a percentagem média daqueles que têm ligações de banda larga é de 55 por cento.

Entre aqueles que utilizam este tipo de serviços, 65 por cento dos portugueses continuam a afirmar que a velocidade de Internet contratada continua a não corresponder àquela de que usufruem na prática. Na UE a média é de 66 por cento e um em cada três inquiridos queixou-se também de quebras na ligação.

O assunto - que é contemplado pela nova legislação europeia aplicável desde Maio ao exigir que os fornecedores de serviços transmitam previamente aos clientes informações completas e precisas sobre os níveis mínimos de qualidade do serviço - voltou a merecer a atenção da Vice-Presidente da Comissão Europeia e responsável pela Agenda Digital.

"Os consumidores estão a dizer-nos de forma veemente e clara que estão preocupados por não beneficiarem dos débitos e da qualidade do serviço que lhes foram prometidos. As autoridades nacionais devem tomar as medidas adequadas para que os operadores respeitem as novas regras da UE, que lhes impõem transparência nos débitos das ligações e na qualidade do serviço. Se tal não for suficiente, não hesitarei em tomar novas medidas sob a forma de orientações mais estritas ou mesmo de legislação, se necessário", avisou Neelie Kroes.

O estudo, no âmbito do qual foram entrevistadas 27 mil famílias na Europa (1.010 em Portugal), conclui também que actualmente 98 por cento dos lares europeus - e 97 por cento dos portugueses - têm televisão, 29 por cento dos quais por via da televisão digital terrestre. Em Portugal, a TDT é usada em 8 por cento dos casos. O cabo representa 37 por cento dos acessos e o satélite 7 por cento.

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