Apenas 17 por cento dos utilizadores móveis consomem serviços que vão além da voz e dos SMS. De acordo com um estudo realizado pelo Consumer Lab da Ericsson, 25 por cento dos utilizadores portugueses de telemóvel usa o terminal apenas para realizar chamadas telefónicas, enquanto 57 por cento usa voz e SMS. Menos de um quinto complementa a utilização destes serviços com outras funcionalidades. Experimentar novas funcionalidades como os jogos, fotografias ou download de ring tones são uma prática mais comum entre utilizadores na faixa etária dos 15 aos 24 anos, revela o documento.



Os inquiridos mostram-se interessados em novos serviços como a vídeo-vigilância ou os sistemas de localização, a par com a vídeo-conferência. Mais abaixo na tabela surge a televisão no móvel, interessante para trinta e oito por cento dos utilizadores, dos quais metade admite vir a pagar um fee mensal de 5 euros para aceder a um leque diversificado de conteúdos. As notícias, a música e a informação desportiva estão entre as preferências dos inquiridos.



No que se refere à utilização da Internet em casa, o estudo mostra que apenas 15 por cento dos portugueses usa regularmente a net, sendo que a maioria (35 por cento) têm entre os 15 e os 24 anos e na grande maioria usam tecnologias tradicionais. Apenas 2 por cento usam Wi-Fi. Em casa o PC Desktop lidera, com uma penetração de 41 por cento, contra 8 por cento para os laptops.



Os 1500 inquéritos realizados em Portugal permitem também concluir que a penetração móvel no mercado português afinal não vai além dos 83 por cento, isto no grupo etário onde é mais elevada (entre os 25 e os 34 anos), já que em grupos com menores índices de utilização desce para os 50 por cento (entre os 55 e os 69 anos).



Face aos números, a empresa considera que o mercado móvel português tem potencial de crescimento e para aproveitá-lo os operadores devem apostar numa melhor segmentação do mercado, dando especial atenção aos jovens que se apresentam como grandes dinamizadores da utilização de serviços avançados.



O potencial de crescimento passará também pela intensificação do uso do telemóvel como ferramenta de trabalho. Hoje em dia apenas um por cento dos utilizadores móveis têm a factura paga pelas entidades patronais, embora 45 por cento usem os seus equipamentos pessoais para realizar chamadas profissionais pelo menos uma vez por semana.



O estudo de Ericsson realizou-se em 18 países e visou utilizadores móveis com idades entre os 15 e os 69 anos, entrevistados em suas casas entre Outubro e Novembro do ano passado.



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