Um pouco menos de seis por cento (5,7 por cento) dos consumidores portugueses sem telefone fixo garantem que têm intenções de alterar essa situação em menos de um ano, revela um estudo da Anacom e da Marktest. A pesquisa mostra que 60 por cento dos lares portugueses têm telefone fixo e que destes 20 por cento utiliza mais do que um operador, sendo que a maioria opta pela pré-selecção (49,2 por cento).



Em termos de quota, a PT mantém a liderança com 83 por cento do mercado, logo seguida pela Tele2 que já é o segundo maior operador português em número de clientes, com 14,8 por cento do mercado. A Cabovisão ocupa o terceiro lugar do ranking com 11,5 por cento dos clientes do serviço fixo de telefonia.



Na maioria dos lares sem contrato fixo de telefonia, os utilizadores satisfazem as suas necessidades de comunicação através da utilização do telefone móvel (respondem 61,2 por cento dos inquiridos). Entre as vantagens reconhecidas ao telemóvel contam-se a mobilidade (defendem 76,4 por cento dos inquiridos) ou a ausência de assinatura mensal, aspecto relevante para 19 por cento dos inquiridos.



O estudo aponta para uma penetração móvel de 84,5 por cento e revela que a grande maioria dos utilizadores móveis (86 por cento) têm apenas um cartão telefónico activo. Vinte por cento dos utilizadores móveis adquiriram os seus equipamentos há menos de seis meses e 16 por cento do total de entrevistados já possuem equipamentos de terceira geração. Dentro deste universo, as funcionalidades mais usadas são o MMS (63,4 por cento), a vídeochamada (26,6 por cento) e o acesso à Internet (8,8 por cento).



A mudança de operador móvel já foi experimentada por 19,3 por cento dos inquiridos do serviço móvel terrestre. Destes, 34,6 por cento mudaram para redes onde estavam a maior parte dos seus contactos habituais e 33,3 por cento foram cativados por preços mais atractivos.



Entre os clientes que nunca mudaram de operador, 66 por cento garantem que é por estarem satisfeitos com os serviços do seu fornecedor de comunicações móveis.



O estudo foi realizado junto de 2.020 consumidores com mais de 15 anos entre os dias 17 de Janeiro e 22 de Fevereiro.



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