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A Dell anunciou recentemente o reforço da sua presença no mercado português com a abertura de uma filial autónoma da divisão espanhola, onde se centraliza a operação ibérica. A constituição da empresa teve lugar em Agosto e os três primeiros meses revelaram um crescimento acima dos 50 por cento. Com a CIL,
distribuidor da marca para Portugal, foram renegociadas condições sem que esta deixasse de comercializar produtos Dell.

Para já, a empresa vai manter-se no mercado empresarial mas a prazo a intenção é disponibilizar toda a sua gama de produtos no mercado português. Esta transição não tem ainda data marcada, garantiu ao TeK Luís Branco de Ló, country manager da empresa.

TeK: Porque decidiram reforçar a presença no mercado português, nesta altura?
Luís Branco de Ló:
Em primeiro lugar porque éramos o único dos grandes fabricantes a não estar presente em Portugal. Este é um dos mercados europeus com maior potencialidade de crescimento nos próximos anos. Além disso, a Dell estabeleceu como desafio duplicar em três anos o volume de facturação actual.

Para o conseguir decidimos apostar cirurgicamente em alguns países onde ainda não tínhamos representatividade directa. Portugal pela sua taxa de crescimento potencial foi um desses países.




TeK: Nos três meses de actividade da subsidiária portuguesa que primeiras conclusões foi possível tirar?
LBL:
Em termos de crescimento foi bastante positivo. No último trimestre registamos um crescimento de 58 por cento, um valor superior ao crescimento do mercado. Esta parece-me a consequência do maior foco e empenhamento da Dell no mercado português e acredito que esta taxa de crescimento se irá manter porque este reforço de presença influencia a taxa de confiança dos grandes agentes
económicos.
Sem isso teriam alguma relutância em adquirir equipamentos da marca. O serviço que prestamos não termina com a venda, continua com o serviço pós-venda e as entidades que investem em determinado fabricante querem sentir a segurança e a visibilidade do seu fornecedor no mercado.




TeK: Até quando prevê a manutenção desse crescimento, para uma posterior passagem à estabilização do negócio?
LBL:
Acredito que continuaremos a crescer, pelo menos, nos próximos quatro a cinco trimestres até haver alguma estabilização e homogenizarmos com empresas que já estão há mais anos no mercado português. Esperamos um crescimento de 50 a 60 por cento ao trimestre, até chegarmos a uma fase de estabilização. Tanto
mais porque está a terminar um período de recessão e parece-me que as empresas começam a estar mais disponíveis para fazer investimentos em Tecnologias de Informação.




TeK: Os números da IDC atribuem à Dell uma quota de mercado de 4,5% no mercado local. No espaço de um ano quanto gostariam de crescer?
LBL:
Há que ver que as quotas publicadas pela IDC dizem respeito à quota global de cada player. Nós estamos apenas no mercado profissional pelo que somos penalizados, face aos restantes concorrentes, com negócios também no mercado de consumo. Contudo, acho que passarmos de 4,5 por cento para 7 ou 7,5 por cento é algo tangível e necessário para demonstrar à própria Dell. Se assim
não for significará que a Dell Portugal, de alguma forma, falhou nos seus objectivos.




Tek: Sublinhou que a assistência pós-venda é um aspecto fundamental para a Dell. Como asseguram este serviço?
LBL:
Todos os equipamentos que vendemos em Portugal têm uma garantia de três anos que é prestada nas instalações do cliente, evitando deslocações a centros de reparação. O cliente é munido de um número verde que lhe permite aceder a um centro de assistência virtual onde faz um pré-diagnóstico do tipo de avaria. Com isso consegue obter online um conjunto de soluções que permitem, ou não despistar o problema. Caso esta ajuda não seja suficiente a assistência virtual encarrega-se de accionar a assistência física. Nesta área temos duas equipas físicas entre Lisboa e Porto que não deveram exceder as 30 a 35 pessoas. A um nível de sofisticação mais elevado contamos com o apoio das equipas em Espanha.




TeK: A Dell está presente num conjunto de iniciativas que envolvem a Administração Pública. Que fatia da vossa facturação deverá chegar por essa via no próximo ano?
LBL:
O mercado da Administração Pública é de facto muito relevante para qualquer fabricante e acredito que possa pesar 25 a 30 por cento do nosso negócio do próximo ano. Há muitos projectos em curso com grande nível de sofisticação, há também um grande empenho do Governo pelo que se as restrições orçamentais não forem muito elevadas podemos ter boas surpresas entre 2004 e 2005.




TeK: A extensão da oferta Dell à área de consumo pode ser acelerada pelas potencialidades que atrás atribuiu ao mercado português?
LBL:
Penso que sim, o mercado português evoluiu de uma forma muito célere nos últimos anos adoptando muito rapidamente novas tecnologias. Isto pode levar a que num período de três trimestres, quatro trimestres, haja tal pressão por parte do mercado doméstico que venha a exigir um reposicionamento por parte da Dell. Ainda assim, é mais sensato e lógico dar passos sustentados, endereçando adequadamente o mercado profissional. Se depois conseguirmos definir uma estratégia coerente para o mercado de consumo faremos essa extensão.




Cristina Ferreira

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