A Samsung acaba de lançar no mercado português um novo smartphone, o Galaxy Alpha, onde o enfoque é colocado no design e não nas especificações. A aposta na gama de preços dos 500 euros (embora o smartphone custe 699 euros livre de operador) é assumida pela empresa como um segmento a explorar.

A propósito desta tendência o TeK colocou algumas questões a Tiago Flores, Head of Marketing da Samsung Portugal, que também falou dos wearables.

[caption]Tiago Flores[/caption]

TeK: Como vê a evolução do mercado português para a adoção de smartphones, com preços cada vez mais elevados?
Tiago Flores:
O consumidor português é um consumidor muito informado, altamente Early Adopter e de facto conseguimos ter o mercado mobile a crescer mais do que alguns mercados europeus, também porque ainda temos uma penetração grande nos feature phones e há pessoas que ficam na gama de 100 a 200 euros, mas quem já teve uma experiência anterior salta facilmente para um segmento de todo.

TeK : Essa categoria de topo tem preços acima dos 500 euros e há equipamentos a chegar ao mercado com preços acima dos 900 euros, um valor já muito elevado, considerando o salário médio. Há tendência a baixar?
Tiago Flores:
O segmento dos 500 euros é um segmento em crescimento e está em expansão. Acho que vai haver menos oportunidades para os segmentos médios. Os topos de gama continuam a ter uma experiência e valorização do que eu preciso. As aplicações são cada vez mais exigentes, a rapidez para ver uma mensagem de texto, para ver vídeo. Hoje o consumo dos smartphones está cada vez mais ligado ao consumo multimédia eé mais exigente.

TeK: A componente do design é cada vez mais valorizada pelo consumidor, criando o envolvimento com a marca? Isso é um dos traços do Galaxy Alpha mas também do Galaxy Tab…
Tiago Flores:
Gostamos de ouvir os nossos consumidores e estamos sempre com um compromisso de inovação. Sentimos que havia espaço dentro do topo de gama de apresentar um telefone onde o design fosse fundamental, um produto com tecnologia de topo e design equiparado. Os consumidores procuram um equipamento fino, com aro em metal, e o resultado final bem acabado, sofisticado e elegante. Mais do que um equipamento focado na escolha racional e nos specs.

TeK: Em relação aos novos Gear quais são as suas expectativas, considerando que o smartwatch custa quase 400 euros?
Tiago Flores:
O Gear 2 é um salto na tecnologia. Quisemos criar um wearable totalmente independente do smartphone. Este não serve para colmatar o smartphone, é para uma utilização mais curta e de maior conveniência. Sentimos que esta tendência vai ser crescente. Os operadores como tem um SIM integrado estão a trabalhar para uma proposta de valor e acreditamos que a alavancagem dos novos equipamentos e a comunicação das vantagens para o consumidor fará toda a diferença. Vai existir aqui um modelo de negócio por trás onde estarão tendencialmente com pacotes e com um preço subsidiado pelos operadores. E isso trará maior alavancagem ao segmento dos wearables.

Fátima Caçador


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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