Normas Abertas e Interoperabilidade

Por: Sérgio Martinho (*)

Interoperabilidade é um conjunto de normas e procedimentos facilitadores para que as organizações possam colaborar mais eficazmente entre si. É um meio para atingir um fim.

Normas são parte das ferramentas utilizadas para facilitar a interoperabilidade.

A mera adopção das normas sejam elas abertas ou não, per si, não é sinónimo de interoperabilidade. Por exemplo, duas entidades poderão utilizar o mesmo tipo de normas mas, devido à complexidade dos seus sistemas, poderão não ser interoperáveis.

A interoperabilidade é multidimensional ou seja não é uma característica do mundo do IT, pois a par da interoperabilidade técnica do IT existem outros domínios onde a interoperabilidade é muito importante e sem a qual, a vida como a entendemos não seria possível.

A interoperabilidade é algo de positivo, pois conduz à inovação numa indústria de TI próspera, criando tecnologias que melhoram a relação entre todos.

[caption]Sérgio Martinho - Microsoft[/caption]

Não é que exista um único caminho para atingir a interoperabilidade. A multitude de soluções interligadas com a diversidade de modelos de negócio contribuem para uma competitiva, saudável e vibrante indústria de TI. Actualmente já existem muitas companhias que olham para a interoperabilidade nos seus produtos e soluções como um requisito fundamental assim como o é a fiabilidade e a segurança.

Quando a comunidade de TI colabora e desenvolve novas tecnologias que funcionam em conjunto, novas oportunidades são criadas. As empresas no sector das TI trabalham em conjunto com parceiros, clientes e concorrentes para produzir os níveis de interoperabilidade que os seus clientes desejam.


O que é que a Microsoft está a fazer em relação às Normas?

No último ano, a Microsoft investiu cerca de 9,5 mil milhões de dólares na área de Investigação e desenvolvimento. Muito deste investimento foi baseado na utilização de normas nos nossos principais produtos, tais como:


  • Windows:

    • Navegação Web:
      CSS; ECMAScript; HTML; MIME; WSDL; XML.
    • Na área de Arquivo e File System:
      ATAPI; CIFS; iSCSI; SATA; SCSI
    • Na área de BUS e gestão de energia:
      ACPI; CIM; PCI; PCMCIA
    • Rede:
      802,1x; Bluetooth; BOOTP; DHCP; DLNA; DNS; Ethernet; FTP; http; IEEE1394; IKE; IPP; IPSEC; IPv4; IPv&; IPX/SPX; IRDA; Kerberos; SNMP; USB; WS – Mgmt
    • Dados, imagem, vídeo formatos de audito e fontes:
      GIG; JPEG; JPEG XR; MP3; MPEG4; OpenFont; OpenType; TrueType; Unicode; L2TP; LDAP; NETBEUI; Postscript; PPP; PPTP; Radius; RTP; SAOP; SSL/TLS; TCP; Teredo; UPnP; WiFi; WS-Security.

  • Internet Explorer 9:
    HTML5; SVG 1.1; CSS3; DOM; ECMAScript 262; JPEG-XR; TIFF; ICC Colors
  • Windows Live:
    OAuth WRAP; Portaple Contacts; ActivityStrea.ms; Oexchange; Odata
  • Microsoft Office:
    DoD 5015; DOM 1.0; HTML, HTTP, HTTPS; MathML; ODBC; OpenDocument 1.1; Open XML (IS29500) OpenSearch; OpenType; PDF (IS32000); PDF/A; RTF; Unicode; URI/URN; W3C XML Schema; WCAG; WebDAV; WSDL; WSRP; XHTML; XML; XML Web Services; XMLDsig; RSS, ATOM; SOAP; SVG; UDDI; XPATH; XPS; XSLT

A adopção de normas nos nossos produtos faz parte do nosso dia-a-dia. Porque as normas são importantes para algo mais abrangente: A Interoperabilidade.


A abordagem da Microsoft à Interoperabilidade

A interoperabilidade constrói escolhas para que todos possam decidir que tecnologias melhor se adaptam a si. Aqui na Microsoft, concebemos os nossos produtos para que funcionem com programas terceiros, assim como com os nossos.

A interoperabilidade tecnológica é uma das chaves para atingir estas metas. A interoperabilidade permite a diversos sistemas comunicar entre si, partilhar dados e processar transacções, estendendo-se entre diferentes bases de dados e aplicações. Significa que poderá obter mais valor a partir dos sistemas existentes.

Pela sua natureza, a interoperabilidade requer colaboração. A Microsoft reconhece que nenhuma empresa de software que trabalhe individualmente poderá servir todas as necessidades de todos os clientes. É por isso que nos empenhamos na interoperabilidade como capacidade fundamental dos nossos produtos de maior volume, uma maior abertura como valor fundamental do que fazemos. Porque esta questão não pode ser analisada apenas de uma perspectiva, adoptamos uma abordagem multifacetada para avançar a interoperabilidade:

Produtos— Continuamos a melhorar os nossos produtos com maior interoperabilidade e novas capacidades que podem ajudar a reduzir os custos de um ambiente TI misto, como uma gestão multiplataforma e virtualização (é interessante ver o que a Microsoft está a fazer através das suas ferramentas de gestão da família System Center que permitem a gestão de ambientes virtualizados, estejam eles em ambientes Windows ou não Windows, ou o Hyper-V que permite virtualizar máquinas em ambientes Windows ou Linux) e a melhorar o fluxo perfeito de informação, bem como a portabilidade dos documentos (como interoperabilidade de dados abertos e de formato de documentos).

Acesso— Disponibilizamos amplamente a propriedade intelectual da Microsoft (IP) a programadores e concorrentes, incluindo mais de um milhão de linhas de código e mais de 86 000 páginas de documentação técnicas para os protocolos que usamos.

Comunidade— Fazemos uma equipa com clientes, parceiros e concorrentes no sentido de assegurar que os nossos sistemas inter-operam. Isto inclui trabalhar com comunidades Open Source por meio de parcerias comerciais, acordos de engenharia cooperativa e colaboração técnica, no último ano participamos em mais de 40 projectos Open Source. Com efeito, encontram-se documentados no nosso Website de alojamento de projectos de código aberto (www.codplex.com) mais de 11 000 projectos. E há mais de 80 000 aplicações Open Source a serem executadas em Windows.

Normas— As normas técnicas são ferramentas importantes para a melhoria da interoperabilidade entre os produtos. Todos os anos, a Microsoft contribui para e colabora com mais de 150 organizações normativas a nível nacional e internacional e participa e cerca de 350 grupos de trabalho relacionados com esta área, envolvendo directamente cerca de 1.000 pessoas aqui na Microsoft. É um grande investimento porque é grande o nosso compromisso.

A nossa abordagem à interoperabilidade constrói a escolha do cliente, conduz à inovação do programador e permite o crescimento de oportunidades na indústria. Isso traz vantagens aos clientes, aos negócios e à indústria de TI.


O futuro… agora

Melhores TI com menos custo: Cloud Computing

A Microsoft faz parte do leque de fornecedores que estão a trabalhar activamente em novos modelos de prestação de serviço, orientados à subscrição (pay per use) que têm vindo a ser designados genericamente por Cloud Computing.

É um modelo passível de elevar a toda a sociedade para o próximo nível de utilização da tecnologia que permita gerar mais valor por facilitar a inovação. Acreditamos que o acesso ao enorme manancial de recursos tecnológicos proporcionado por este modelo vai de certeza possibilitar novas ideias, novos modelos de negócio, e não apenas gerados pelas grandes companhias, pois qualquer um, a empresa maior à mais pequena, poderá ser em si parte do elemento de mudança.


Qual é a posição da Microsoft em relação à Interoperabilidade na Cloud?

Abertura.

À medida que a Microsoft faz esta enorme transição para a computação baseada na Cloud, estamos a faze-lo de uma forma aberta. Trabalhamos para que os programadores possam desenvolver o software em Java, PHP, Ruby ou outra ferramenta de desenvolvimento Open Source para que retirem o máximo partido do seu conhecimento em Open Source na plataforma de Cloud da Microsoft.

No entanto, à medida que evoluímos na indústria de TI, é interessante verificar que, o que é expectável é que a mudança de paradigma provocado pela adopção da Cloud, vai bem mais além do aspecto meramente tecnológico. Esta mudança irá provocar uma maior atenção generalizada não na ferramenta em si, mas no resultado final. E ainda bem!

“Na Cloud, a batalha não é mais Windows versus Linux; nem é fechado versus aberto. As métricas são a habilidade para suportar aplicações e oferecer o mais rico leque de serviços – entregues numa plataforma que oferece os melhores níveis de serviço e a melhor proposta custo/valor.” Al Gillen (IDC)

(*) Segurança e Estratégia de Plataformas, Microsoft Portugal

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