Redes sociais nas empresas – sim ou não?
Por Filipa Primo (*)

Muitas questões se colocam quando se equaciona a introdução das redes sociais na estratégia de uma empresa, seja ao nível da comunicação externa como interna. As redes sociais são uma realidade, estão para ficar e não devem ser ignoradas. No entanto, deve uma empresa utilizá-las como instrumento de comunicação interna? Sim, se estiver alinhada com a estratégia de negócio e comunicação.

De acordo com estudo “Power to the People” da Universal McCann, verificamos que, em 2009, 57% dos Portugueses criaram ou geriram um perfil numa ou mais redes sociais e o número de contactos de cada utilizador aumentou mais de 40%. Se tivermos com atenção aos números, podemos dizer que já fazem parte da vida da maioria dos Portugueses. As empresas menos desatentas já se renderam ao forte apelo das redes sociais e muitas já contam plataformas internas próprias. Fazem-no porque sabem que é uma estratégia que garante um maior envolvimento dos colaboradores, que investem no seu compromisso com a empresa, e alinham a comunicação, promovendo a colaboração, interactividade e mobilidade. Além disso, é um meio por excelência para a descoberta de capacidades e talentos entre os colaboradores e para uma integração mais rápida de novas pessoas na organização.

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Contudo, quando as empresas identificam que, estrategicamente, a implementação de uma rede social interna é o caminho a seguir, não devem subverter a sua natureza e limitar funcionalidades, com receios que seja um foco de quebras de produtividade, comentários negativos ou rumores. Para que esta estratégia seja eficaz, é fundamental avaliar até que ponto a empresa está preparada para este passo. Embora com regras pré-estabelecidas, é importante não desvirtuar o espírito comunitário e de partilha que caracterizam as redes sociais, pelo que nenhuma empresa pode encarar esta realidade sem uma profunda mudança cultural, que deve ser assumida pela empresa e pelos colaboradores. É necessário avaliar a importância da web no contexto de trabalho e estarmos mais alerta para as ansiedades e expectativas dos colaboradores. De nada vale ter uma rede social interna se os colaboradores não a acham credível e não aderem.

Se a estratégia que identificou na sua empresa passa pela criação de uma rede social interna, estabeleça directivas, esteja informado e, sobretudo, comece com um plano que consiga cumprir. Se está incerto sobre se essa estratégia é a mais acertada, recorra a consultores externos para analisar as necessidades da empresa e para ajudar a definir e implementar a melhor estratégia.

Numa altura em que a Internet está a tornar-se, inevitavelmente, sinónimo de Social Media, identifico oito tendências web para a comunicação interna:



  1. Portais sociais com directório de networking corporativo, dados pessoais e chat;

  2. Blogging e micro-blogging com comunicação bilateral, em tempo real e reforço do sentimento de pertença e compromisso;

  3. Conteúdos móveis e eventos virtuais através de podcasting, aplicações móveis e vídeo-conferência;

  4. Formação colaborativa através de portais de e-learning internos e ferramentas colaborativas de conhecimento – wikis, bookmarks;

  5. Communiting com redes sociais próprias ou comunidades internas em plataformas internas
  6. ;
    Crowdsourcing interno através de blogues de ideias e jogos colaborativos;

  7. Embaixadores 2.0 através de colaboradores bloggers e employer generated content;

  8. Recrutamento através de redes corporativas e criação de dinâmicas mais interactivas.

(*) Manager de e-comunicação do Grupo Inforpress

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