Por João Lopes (*)

[caption]João Lopes[/caption]
A internet veio alterar completamente a relação que nós clientes mantínhamos com os nossos bancos. É impressionante ver o crescimento exponencial do número de transacções que fazemos online, a partir de um computador, ou as que actualmente realizamos através de um dispositivo móvel. Nesta última década foram criados centenas de negócios assentes neste fenómeno, de tal forma, que a indústria actualmente lida com milhares de milhões em compras, pagamentos e transferências. Infelizmente não é novidade que todos os bons novos modelos de negócio geram sempre inovadores formatos de criminalidade, e o submundo virtual está atento, é especialista em tecnologia e vai tentar usar essa expertise em seu próprio proveito.

Nesse sentido não há pessoa, entidade, ou empresa que esteja a salvo de ser atingida, e os alvos mais tentadoras são naturalmente os bancos, assim como, as instituições que armazenem e distribuem fundos.

O cibercrime é um negócio global, onde existem grupos organizados que são autênticas empresas a trabalharem num mercado mundial. Onde há investimento em pesquisa de tecnologia, recrutamento de talentos, e benefícios por objectivos atingidos. Por outras palavras, não estamos a falar de um grupo restrito de indivíduos à procura de um rasgo de genialidade, estamos sim perante uma verdadeira indústria crescente que se fortalece a cada dia.

É neste sentido imperativo estruturar soluções de segurança efectivas que nos permitam proteger o nosso património. Em primeiro lugar deverá haver uma definição clara das prioridades do negócio que se pretende defender, depois, estudar e avaliar o risco que se corre, e seguidamente montar uma arquitectura de segurança (de envergadura robusta) e aplicá-la ao negócio em si.

Criar procedimentos de monitorização, e gradualmente num processo contínuo, medir e avaliar a nossa vulnerabilidade. Por último ter capacidade de resposta, conseguir medir a gravidade e dimensão de um problema e ter a celeridade necessária na sua resolução.

Com base em anos de experiência na área, posso assegurar que uma integração efectiva destes princípios, pode ser a chave para a manutenção da segurança de uma instituição e dos seus clientes. Uma plataforma de sucesso em cibersegurança deverá assumir esta abordagem, podendo assim salvaguardar a integridade do seu património, bem como, a dos seus clientes. As ciberameaças estão em constante expansão, o que significa que as soluções de protecção têm que obrigatoriamente acompanhar, ou mesmo superar, esta evolução.

(*) Country Manager da Atos Portugal

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