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Com a Semana da Qualidade de Software prestes a começar, o Tek entrevistou Mário Noronha, director de marketing da SINFIC – Sistemas de Informação Industriais e Consultoria –, empresa responsável pela organização deste evento de decorrerá de 18 e 22 de Março no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Depois de em Novembro passado ter organizado o Process Development'2001 a empresa espera agora contar com uma assistência de 150 participantes promovendo o debate no sector.



Em relação à SINFIC, propriamente dita, a empresa espera crescer este ano cerca de 35 por cento para os 7,5 milhões de euros de volume de negócios reconhecendo, no entanto, algum abrandamento no sector devido à conjuntura internacional menos favorável e a mudança governamental em Portugal que condicionam o mercado a aguardar pelas futuras opções de governação do novo executivo.



TeK: As jornadas a realizar na próxima semana são dedicadas à Qualidade de
Software, quais são as vossas expectativas para este evento?

Mário Noronha:
À semelhança de anos anteriores, a SINFIC acredita que a Qualidade de Software é uma disciplina crítica nas organizações. É possível ter um processo, gerir e avaliar risco, cumprir prazos, gerir projectos e
entregar qualidade de acordo com as especificações. Acreditamos que
estarão presentes cerca de 150 pessoas, na sua maioria, gestores de
projecto da banca, seguradoras, administração pública, consultoria,
educação, telecomunicações e software-houses. Em Novembro passado, a
SINFIC organizou o Process Development'2001 que contou com cerca de 180
pessoas ao longo de 2 dias. Estamos optimistas na criação de um espaço
plural onde as metodologias de gestão de projectos de Sistemas e
Tecnologias de Informação possam ser debatidas entre os profissionais do
sector.



TeK: A qualidade é um tema que deveria ser mais cuidado pelas empresas. Na
vossa opinião quais os passos a dar para melhorar esta área?

M.N.:
A questão está na metodologia de trabalho. Não há métricas fidedignas, os orçamentos derrapam e as especificações são dificilmente cumpridas aquando da entrega dos projectos. É necessário que as equipas trabalhem em conjunto na indústria de software, dado que a crescente complexidade do ciclo de desenvolvimento aplicacional - associado à profusão de ferramentas e novos paradigmas - não permite que as competências estejam
centradas numa única pessoa. Para que haja equipa, têm que se
estabelecer mecanismos de comunicação, processos de trabalho e garantir
que os projectos não derivem para o caos.

Com equipas distribuídas por vários locais geográficos, esta questão ainda se torna mais crítica e deverá existir informação que permita que a equipa conheça eventuais alterações aos requisitos iniciais por parte do cliente, o impacto que terá no calendário de projecto, no orçamento e nas competências
necessárias.

Acresce ainda que, até há uns anos atrás, muitas
aplicações críticas de negócio estavam na cabeça de 1 ou 2 pessoas. Se
essas pessoas abandonassem a Organização, era muito difícil uma outra
pessoa dar suporte interno às aplicações em caso de necessidade. Hoje as
aplicações podem ser documentadas e existe modelação de processos de
negócio (que garante que a visão e processos de negócio estarão
incorporadas na solução, garantindo que esta estará ao serviço do
negócio).

As equipas têm que ter métodos de trabalho e estes exigem ferramentas
que os suportem. Nos países onde se aplicam best-practices em engenharia de software, as pessoas são mais produtivas, podem dispor dos seus fins-de-semana, das suas noites para descanso e planear a sua vida
pessoal. A SINFIC é o único distribuidor da Rational em Portugal, única
empresa que tem um conjunto de soluções que cobrem todo o ciclo de
desenvolvimento de software. Aliado a isso, a Rational desenvolveu e
propõe um processo para gerir este ciclo - o Rational Unified Process.



TeK:Para este ano a SINFIC está ainda a considerar a realização de outros
eventos, quais são e quando se realizarão?

M.N.:
Este ano, a SINFIC irá promover 6 grandes eventos. Em Abril teremos a Semana Corporate Portals organizada pela SINFIC com o patrocínio da
Oracle Portugal e da Present Technologies. Em Maio teremos um evento
dedicado à temática da complexidade e profusão de sistemas nas
organizações e sua integração, na Semana Enterprise Architecture
Integration.

Em Junho, teremos novo evento na área de Engenharia de
Software, a Semana e-Development. Em Outubro, retomamos esta temática
com o Process Development'2002 e encerraremos os grandes eventos, em
Novembro, com a Semana do Capital Intelectual.



TeK: Num ano em que se considera existir alguma recessão na área das
Tecnologias de Informação e durante o qual a maioria das empresas espera
apenas manter os volumes de negócio, não projectando retomas para antes
do final do ano, quais são as vossas previsões?

M.N.:
A SINFIC espera crescer este ano cerca de 35 por cento para os 7,5 milhões de euros de volume de negócios. Temos vindo ganhar quota de mercado de forma sustentada, crescendo sempre a um ritmo superior à média do
mercado. Estamos estruturados em Unidades Estratégicas de Negócio o que
nos permite manter uma cultura de gestão e proximidade com o cliente,
numa filosofia de maior rapidez e agilidade de resposta. No entanto,
reconhecemos algum abrandamento no sector fruto de uma conjuntura
internacional menos favorável e, principalmente, pelo facto de o país
empresarial estar expectante em relação às opções do próximo governo.



TeK: Para quando estão projectadas novas Unidades Estratégicas de Negócio e qual vai ser a sua função especificamente?

M.N.:
Foi, recentemente, anunciada a criação da unidade de negócio para gerir o outsourcing cuja actividade já existia há uns anos. Esta foi uma forma de melhor estruturar o processo de gestão de recursos deste
negócio, ao mesmo tempo que se procura gerir melhor a relação com os
clientes. Temos vindo a apostar na área de gestão de infraestruturas e
segurança e estamos a investir no Enterprise Architecture Integration. A
SINFIC está atenta a novas oportunidades de negócio e tem um modelo de
negócio onde existe partilha de risco e resultados na criação de
unidades de negócio lideradas por gestores empreendedores e cuja visão
acrescenta valor ao nosso portfolio. O modelo permite crescimento
sustentado, gestão de risco de investimentos e avaliação de resultados.



TeK: Para além da qualidade a SINFIC está também apostada na formação e no
elearning, um sector que muitas pessoas consideram não estar
suficientemente desenvolvido em Portugal, em ternos de quantidade e
qualidade. Quais são os vossos trunfos nesta área?

M.N.:
Uma das unidade de negócio da SINFIC é a Formação e Desenvolvimento. Temos vindo a apostar na formação em Tecnologias de Informação num conjunto alargado de ferramentas dos principais fabricantes mundiais de software. Recentemente criámos uma oferta estruturada em Gestão de Projectos fruto da acreditação como Registered Education Provider do Project Management Institute em Portugal e como primeira empresa portuguesa acreditada no Microsoft Project Partner Program.

Aliada à aposta na Engenharia de Software, lançamos este ano o Catálogo de Formação em
Engenharia de Software que incorpora a nossa oferta da Rational Software
e da Computer Associates, para além de formação específica para gestão
de projectos na área dos Sistemas e Tecnologias de Informação.

No que diz respeito ao e-learning, a SINFIC tem uma unidade de negócio
– e-Competency – que disponibiliza soluções de plataformas de e-learning, desenvolve conteúdos, tem capacidades na área do Instructional Designing e formação para e-Formadores. Esta área ainda é embrionária em Portugal, mas estamos no pelotão da frente na disponibilização de várias soluções empresariais, líderes noutros países, e estamos apostados em olhar o
conceito de e-learning de uma forma mais vasta que beneficie as
organizações para além da formação dos seus próprios quadros internos.

O poder de dispor de uma plataforma que funcione como repositório de
informação que gere conhecimento e com conteúdos desenvolvidos
especificamente para maximizar este novo meio – um dos erros comuns é
tentar transpor o conceito de formação presencial para a Internet – pode
ser usado por um vasto conjunto de profissionais e áreas de negócio das
organizações, nomeadamente, os responsáveis de marketing no apoio às
suas redes de revendedores, por exemplo, garantindo que o seu canal
comercial está sintonizado com os benefícios a comunicar aos clientes e
evitando sessões de formação presenciais cujo custo total
(logística, tempo, formador, atrasos, etc) é elevado. O ensino à distância tem potencial para crescer e estamos a investir nesse caminho também.


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