O novo iPad foi apresentado a 7 de março e a Apple continua a vender tablets como pãezinhos quentes e nenhum concorrente Android consegue fazer sombra ao iPad, mesmo com os problemas com o 4G. Mas não interessa, até porque não é na conectividade que residem os pontos fortes do novo tablet.

Muito já se escreveu, também no TeK, sobre a falta de “características revolucionárias” na terceira geração do tablet da Apple, que pouco acrescenta de novo ao iPad 2 e que tem dificuldade em surpreender quem já possuía um. Mas as primeiras impressões são por vezes enganadoras e há mais a descobrir, até em áreas antes mais descuradas, como a fotografia e o vídeo.



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O TeK recebeu o novo iPad poucos dias depois do tablet ter começado a ser vendido em Portugal, com o “privilégio” de ter um dos responsáveis da marca a fazer uma demonstração personalizada do conceito, das opções e das novas funcionalidades. Mais do mesmo, com melhor qualidade de imagem na “janela para a realidade” que a Apple diz querer abrir nos tablets, o que poderia não justificar um upgrade do iPad 2 para o iPad 3

E isso é verdade para quem quer usar o tablet apenas para navegar na web, ver emails, usar algumas aplicações e jogos, mas para ver vídeos e tratar fotografias as novas capacidades de processamento e (sobretudo) a qualidade do ecrã fazem toda a diferença. Uma diferença que se foi impondo aos poucos nos quase dois meses de utilização e agora que é preciso devolver o novo iPad à Apple já é difícil “voltar” para a versão antiga…

É claro que o processador mais rápido (o A5X dual core) é bem-vindo, tornando as aplicações mais fluídas, mas os ganhos de conectividade que se conseguem nalgumas redes 4G nos Estados Unidos e no Canadá não se aplicam na Europa, e a Apple até já retirou a referência da loja, mantendo apenas “Wi-Fi + Cellular ” (com erro ortográfico e tudo), embora mais tardiamente do que foi feito na Austrália e no Reino Unido.



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Por isso decidimos explorar as vantagens na área do vídeo e da fotografia, embora esta tivesse sido uma faceta menos explorada nas versões anteriores, até porque é estranho usar um tablet para fotografar quando se tem mesmo à mão o telemóvel – normalmente com uma câmara melhor.

O facto é que continua a ser esquisito fotografar ou filmar com o iPad. A ergonomia não é a melhor e ficamos com um “bloco” à frente dos olhos que reduz a visibilidade e o enquadramento da imagem. E a melhoria da câmara traseira – que é agora de 5 megapixels – não justifica estar a fazer estas figuras…

Mas quando dizia que a componente da fotografia é uma descoberta a fazer no novo iPad não me referia a usar o tablet para fazer fotografias, mas para as editar, animar e sobretudo mostrar. É aqui que a qualidade do ecrã, e a nova aplicação iPhoto, se mostram fundamentais.

Só que são precisos alguns acessórios e extras. Para passar as imagens de uma câmara precisa de um leitor de cartões (SD) e para as “transformar” é necessário comprar a aplicação da Apple. Custo: 29 euros para o adaptador e 5 euros para o iPhoto. Claro que há alternativas, como usar a cloud para transferir as imagens e recorrer a outras aplicações, mas é normalmente mais demorado e difícil e o custo extra pode não justificar o trabalho.



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O primeiro passo na descoberta deste mundo da fotografia é importar as imagens para o tablet, através do tal acessório que lê cartões SD ou do que permite ligação USB à câmara fotográfica. E depois começar a usar o iPhoto.

Para quem está familiarizado com programas de edição de imagem será uma “brincadeira” simples, mas não é preciso temer as experiências mesmo de quem não costuma recorrer a estas ferramentas, porque todas as mudanças podem ser desfeitas e a prudência aconselha ainda a que se mantenha um backup de todas as fotos noutra localização…



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Depois falta a parte do “mostrar” que é ainda mais fácil, sobretudo se quiser fazê-lo no próprio ecrã do tablet, com um slideshow animado pelas músicas gravadas no iPad, o que substitui com vantagem qualquer álbum de fotografia familiar, daqueles que se folheiam em tardes de fim de semana durante os chás em casa das tias…

Mas se quiser pode ainda ligar o dispositivo à televisão, para usufruir de um ecrã maior, através do cabo HDMI (outro extra) que precisa do acessório de conectividade à televisão (também extra). Custo: Adaptador AV digital Apple – 39 euros, cabo HDMI – 19 euros. Mas o ROI (Retorno do investimento) vão ser certamente muitos sorrisos satisfeitos.

Se tiver uma Apple TV pode ainda usar o AirPlay, para transmitir o conteúdo do iPad para um televisor HD e mostrar as fotos e vídeos e se o desejar pode partilhar rapidamente a imagem numa rede social, como o Facebook ou o Twitter.

Ao contrário do que acontecia com o iPad 2 a gestão de fotos, e a sua exibição pública, tornaram-se uma atividade frequente, justificando a presença mais constante do tablet no dia a dia, mesmo em situações nas quais normalmente ficaria guardado na carteira. E já comecei também a usar o iMovie, seguindo uma dica de uma amigo que se tornou “estrela” nas reuniões familiares usando esta ferramenta de edição e criação de filmes bastante simples.

Claro que isso não obscureceu as outras “funcionalidades” de acesso ao email, leitura de revistas e jornais, ou de visualização de conteúdos no iTunes U, mas é algo que dificilmente vou recuperar quando voltar ao iPad 2.

Uma última nota para a bateria: é verdade que o novo iPad está mais pesado e “grosso”, mas a bateria dura quase tanto como a da anterior geração, mesmo com um consumo intensivo de imagens e vídeos. E sim, como já foi reportado por muitos, aquece bastante. Não o suficiente para queimar os utilizadores mas ao ponto de se tornar desagradável a quem está com ele nas mãos. São dois pontos que a Apple deverá querer certamente melhorar nas próximas gerações do iPad.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fátima Caçador

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