Há muitos anos que a Sony apresenta equipamentos de qualidade. Desde as televisões ao segmento de áudio, passando pelas câmaras fotográficas e pelos smartphones, todos os aparelhos garantem uma certa sensação de qualidade que não desilude. No entanto, o ramo dos smartphones tem sido o que menos destaque tem merecido nos últimos tempos, com empresas como a Samsung, Apple, Huawei e mesmo a Xiaomi, a dominarem o mercado.

Apesar de tudo, a empresa continua a fabricar bons telemóveis e o Xperia XA1 não é diferente dos seus pares. Com um corpo metálico e um design polido em todos os aspectos, este é um smartphone de gama média que consegue passar a sensação "premium" sem grandes dificuldades.

Um fator interessante neste equipamento são os 23 megapíxeis a que a marca decidiu dar destaque na sua promoção. Esta pode não ter sido a melhor estratégia, até porque quando se sublinha uma característica desta natureza, os resultados deveriam corresponder às expectativas que, naturalmente, se elevam. Afinal de contas, não são os megapíxeis que fazem uma fotografia ter melhor qualidade.

Características gerais

Sendo um equipamento de gama média, as especificações encontram-se dentro do esperado. Contamos com um corpo metálico num formato retangular (que ao TEK não agradou muito durante a utilização) que se pode tornar um pouco incomodativo dependendo da maneira como se segura o equipamento.

O ecrã é de cinco polegadas e com uma resolução HD. As cores são agradáveis e mesmo em dias mais soalheiros não se sentem muitas dificuldades na leitura do display.

No interior do smartphone contamos com 3GB de RAM e 32GB de armazenamento interno, que pode ser alargado com um cartão microSD. O processador, por sua vez, é um MediaTek Helio P20 Octa Core de 64 bits.

A câmara traseira, que é o ponto de enfoque do smartphone, é de 23 MP, tem um sensor Exmor RS de 1/2,3" e uma lente grande angular com uma abertura de f/2.0. Na parte frontal encontramos uma câmara de 8 MP também com uma abertura f/2.0.

A bateria é pequena mas aguenta muito mais tempo do que seria de esperar. Com apenas 2.300 mAh, o XA1 não teve qualquer problema em aguentar um dia inteiro de uso moderado, incluindo uns quantos jogos em plena luz do dia. No entanto, perde pontos no que toca ao carregamento, que demora mais do que se pensou para uma bateria deste tamanho.

Pronto para qualquer atividade

O tamanho reduzido e a bateria pequena pareceram ser os pontos que iam criar maior confusão numa utilização rotineira. Mas a verdade é que não foram, tornando-se até nos fatores que mais surpreenderam.

Apesar do tamanho pequeno, o Xperia XA1 assenta muito bem, permitindo uma utilização confortável, utilizando uma ou duas mãos. A bateria, como já referimos acima, aguentou um dia inteiro sem qualquer problema e, se recorrêssemos ao modo Stamina (poupança de bateria), ainda seria capaz de se aguentar por quase mais meio dia.

A gama média em que se enquadra não limita, em nada, as capacidades do equipamento. O multitasking funciona sem problemas ou engasgos e os jogos um pouco mais pesados (como o Pokémon Go ou o Breakneck) não tiveram problemas em correr neste smartphone.

No que diz respeito à reprodução multimédia, o XA1 pode desiludir um bocado. O ecrã HD e o facto de o som sair apenas pelo altifalante inferior, aliados ao tamanho reduzido do equipamento, tornam a experiência de ver um vídeo num exercício pouco satisfatório. Em compensação, o som é agradável, apesar de não atingir grandes níveis de volume.

Os 23 megapíxeis postos à prova

A câmara do equipamento foi uma mistura de sensações. Por um lado, os azuis são muito bem reproduzidos e, durante o dia, com boa iluminação, os resultados são muito bons quando o cenário colabora e apresenta cores variadas e equilibradas. Por outro lado, na maioria das vezes, o equilíbrio de brancos falha em grande escala. Numa fotografia ao perto, por exemplo, o smartphone tem dificuldades em manter um fundo agradável, e de noite, os resultados são maus.

Os resultados finais da câmara do Xperia XA1 evidenciam sempre um tom mais azul. Num dia de céu limpo, a imagem final vai ser muito agradável à vista, com bons detalhes graças ao elevado número de megapíxeis. À noite, porém, foi difícil conseguir uma fotografia sem grão, onde as luzes da rua ou dos prédios não se tornassem numas muito pouco elegantes manchas brancas ou amarelas.

Um detalhe muito agradável do smartphone é o botão lateral dedicado à fotografia. Com um simples pressionar do botão a aplicação da câmara é iniciada e depois é só carregar novamente para fotografar.

Para selfies, esta é uma boa câmara que, com uma grande angular, permite enquadrar mais pessoas dentro da fotografia. Os resultados são bons, têm uma boa quantidade de detalhe, mas aconselha-se uma boa fonte de luz por perto.

Veredito final sobre o XA1

Estamos perante um equipamento agradável ao toque, com uma performance muito boa - para um smartphone de gama média - que facilmente transmite a sensação de ser um telemóvel premium.

O ecrã podia ter ascendido à categoria dos Full HD, para oferecer uma melhor experiência multimédia mas, por cerca de 300 euros, temos noção que têm de existir limites. As câmaras, de forma geral, agradaram, com resultados finais satisfatórios em condições de boa iluminação natural.

Infelizmente, a empresa apostou tanto nos megapíxeis que parece ter-se esquecido do sensor apropriado para que as fotografias tivessem um maior equilíbrio entre as variáveis que determinam o seu aspecto.

No final de contas, é um equipamento de gama média que não vai desiludir no dia-a-dia, capaz de realizar tarefas básicas e também as mais puxadas, e que lhe garante bateria para todo o dia, ao contrário de alguns equipamentos mais caros.

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