Destacam-se aqui os ataques desenhados para redirecionar o browser das máquinas afetadas para sites que alojam código malicioso. Em particular a técnica IframeRef foi a que mais cresceu no período em análise. No último trimestre de 2012 foi detetada 3,3 milhões de vezes, numa inversão da tendência para a utilização deste tipo de recurso nos trimestres anteriores.



Os dados constam do 14ª volume do Security Intelligence Report da Microsoft e também revelam que que entre 2011 e 2012 os worms com mais impacto nas redes empresariais perderam força, deixando de ter o impacto que vinham registando neste tipo de infraestruturas ao longo dos últimos três anos. O impacto do Confiker e do Autorun, com espaço neste relatório da Microsoft desde a segunda metade de 2008, diminuiu quase 40% face a 2011.



O relatório também mostra que os computadores sem soluções anti-malware instaladas têm 5,5 vezes mais probabilidades de serem alvo de tentativas de ataque, face às máquinas protegidas. Segundo a Microsoft 2,5 em cada 10 computadores estão nesta situação.



O mesmo documento mostra ainda que o número de vulnerabilidade detetadas em produtos da Microsoft diminui para o valor mais baixo desde 2005. Na segunda metade do ano caiu 8%, com o kit Blackhole a manter lugar de destaque nos exploits registados durante os últimos seis meses de 2012. Seis em cada 10 exploits tiraram partido desta ferramenta.



O relatório da Microsoft, que pode ser consultado no site da empresa, tem por base informação recolhida a partir de mil milhões de sistemas em mais de 100 países.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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