A Toy Fair de Nova Iorque é provavelmente uma das maiores demonstrações de brinquedos, jogos, personagens e colecionáveis que todos os anos deixa em delírio milhares de crianças. Tamanho certame de bonecada só do outro lado do mundo, na Tokyo Toy Show.

Do lado dos japoneses já é hábito que novos brinquedos com carácter tecnológico e gadgets de entretenimento façam uma aparição mundial. Mas os norte-americanos também quiseram mostrar que estão dentro das tendências e que conseguem juntar o melhor da tecnologia aos brinquedos que há décadas marcam gerações de miúdos e alguns graúdos.

Na 110ª edição da American International Toy Fair e que começou no início desta semana houve mais de mil expositores que tentaram promover as suas criações. Marcas como a Hasbro, Matel, Fisher Price, Hot Wheels e Lego não precisam de apresentação, mas existem outras empresas mais pequenas e que estão a dar os primeiros passos que são desconhecidos do grande público.

O TeK dá-lhe hoje a conhecer algumas das ofertas tecnológicas na área do divertimento que foram apresentadas ou voltaram a marcar presença na Toy Fair. A tendência deste ano centrou-se de novo nos brinquedos que fazem uso ou se ligam a tablets e smartphones para reproduzir algum tipo de interação.
Mas nos mais de 200 mil metros quadrados havia mais a descobrir.

Ronda 1, lutem!

Quantas vezes é que os gamers já desejaram que os jogos de luta fossem replicados por lutadores, ainda que não humanos, na vida real? Com o Cloudrobot essa possibilidade está mais próxima. Os jogadores têm os comandos na mão como em qualquer jogo mas em vez de olharem para a televisão podem olhar para dois robôs que se digladiam com murros e upercuts.

Também os BattroBorgs entram na arena da robótica para mostrarem que o futuro do boxe pode passar por lutadores de ferro ou plástico. Em formato mais pequeno que os Cloudrobots, os BattroBorgs são controlados também por um comando sem fios à distância, mas aqui os robôs são desativados ao fim de cinco golpes sofridos na cabeça.

A Tomy, empresa responsável pelos combatentes de pequenas dimensões, afirma que podem lutar até 20 robôs num mesmo round, numa espécie de Battle Royale.

[caption]BattroBorgs[/caption]

Houve ainda espaço para as Attacknids, aranhas cibernéticas e que também lutam entre si através do disparo de discos e bolas. As munições são projetadas até nove metros de distância e a destreza motora dos insetos é outras das suas grandes características.

O entretenimento movido a dispositivos móveis

Um tablet e um smartphone podem ser mais do que instrumentos de comunicação ou ferramentas de produtividade.

Um exemplo de uso alternativo dos dispositivos móveis chega através dos Apptivators, periféricos que são colocados nos ecrãs dos equipamentos e interagem com os jogos específicos que são desenvolvidos, neste caso, para iPad.

[caption]Apptivators[/caption]

O ARTsee Studio também usa o tablet da Apple como dispositivo base. Mais dedicado para as crianças, funciona como uma mesa de desenho interativa que reproduz formas e rabiscos. Um estúdio de criação portátil que pode servir de entretenimento em casa ou em locais educativos como a escola ou infantários.

Dos tablets para os smartphones, o Ubooly é um peluche que por dentro não tem esponja mas precisa do seu smartphone para o preencher. Através de uma aplicação dedicada as criaturas ficam interativas através da reprodução de expressões e sons - contam anedotas e histórias de embalar. Tem ainda a capacidade de reconhecimento vocal

[caption]Ubooly[/caption]

O projeto RoboME também precisa de um smartphone para funcionar. Tal como o nome indica, trata-se de um robô que pode substituir o utilizador quando este está fora de casa. O Robo Me tem grande facilidade de deslocação e consegue reconhecer comandos de voz que permitem executar ações. A cara do homem-máquina pode ser personalizada através de um software móvel.

[caption]roboME[/caption]

De volta ao mundo da ação, o Tek Recon da Tech 4 Kids apresenta-se como uma arma de guerra que tem a capacidade de acoplar um smartphone e usar o telemóvel como assistente pessoal em encontrar inimigos.

Através dos sistemas de geolocalização, disponibiliza a posição dos "alvos a abater" e ao mesmo tempo reproduz um ambiente mais real de jogabilidade e transforma qualquer interessado numa tropa de elite. Os tiros são de plástico, pelo que não deve haver baixas a reportar.

[caption]Tek Recon[/caption]

O lado mais profissional do entretenimento tecnológico

Os brinquedos e os gadgets também podem ter uma vertente mais profissional e construtiva, sobretudo para as "crianças grandes". É a pensar neste tipo de público que existem projetos como os Little Bits.

Rapidamente se pode pensar neste conceito como os Legos para programadores. Os Little Bits são vários módulos eletrónicos que podem ser ligados entre si com o intuito de desenvolverem circuitos e que podem ser integrados em objetos para a execução de determinadas funções. Criatividade é a palavra-chave neste gadget.

[caption]Little Bits[/caption]

A imaginação também pode ser posta à prova com os Cubelets. Estes dispositivos são pequenos cubos movidos por mini-computadores e que têm sobretudo uma componente cinética e ligada ao movimento, quer seja dos próprios cubos, quer seja dos gestos humanos.

A iluminação também representa um papel importante no modo de funcionamento dos Cubelets, que podem ser programados para moverem-se em conjunto apenas quando há luz por exemplo.

As grandes marcas rendidas à tecnologia

Houve ainda espaço para uma Barbie com um vestido LED sensível ao toque que vai encantar as raparigas que se deixam atrair por luzes e brilhos. A Barbie Digital Dress tem um custo de 50 dólares e vai ficar disponível no mercado norte-americano no segundo trimestre de 2013 - e isto quase que soou a anúncio de produto tecnológico.

A Matel introduziu outros novos brinquedos como uma mesa de maquilhagem que faz uso do iPad como espelho de retoques digitais. Através da câmara frontal do tablet e com um periférico que vem incluído no Digital Makeover Mirror, as crianças podem experimentar rimel, baton, blush, gloss e outras pinturas faciais sem nunca chegar a sujar a cara de verdade.

[caption]Barbie Digital Makeover Mirror[/caption]

A Fisher Price não ficou atrás e apresentou a Imaginext Apptivity Fortress, uma fortaleza docking com espaço para um iPad. Depois o jogador ganha acesso a um canhão e num jogo ao estilo shoot-em-up pode ver as personagens físicas incluídas no pacote do castelo interagirem à medida que as ações do jogo vão-se desenrolando.

Os Lego Mindstorm EV3, e que o TeK já mostrou, voltaram a estar em destaque, isto depois de também terem passado pela CES 2013.

Puzzles de realidade aumentada, peluches de Minecraft e o já conhecido jogo de personagens interativas Skylander foram outras presenças que animaram o show internacional de brinquedos e divertimento doméstico de Nova Iorque.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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