O mundo não seria o mesmo sem Steve Jobs. É um facto, simpatizássemos ou não com a postura da figura carismática que durante 35 anos (com alguns de intervalo) liderou a Apple ou com a estratégia de negócio que impôs.

Jobs revolucionou pelo menos três segmentos da indústria: deu ao computador uma utilização pessoal, pôs a música no bolso, as mãos no ecrã do telemóvel e, regressou às origens, desta vez para colocar o computador na palma das nossas mãos.

Nascido em São Francisco, Califórnia, nos Estados Unidos, a 24 de fevereiro de 1955, Steven Paul Jobs fundou a Apple em 1976 com o amigo Steve Wozniak, com quem tinha criado aquele que viria a dar origem ao desenvolvimento e comercialização da primeira linha de computadores pessoais do mundo, a série Apple II.

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No início da década de 1980, o mentor da Apple percebeu o potencial do GUI (graphic user interface) guiado pelo rato, aplicável ao Macintosh a partir de 1982.

E se aos 20 anos de idade fundou a empresa da maçã, aos 30 era expulso da mesma pelo homem que ele mesmo contratara, John Sculley, devido aos maus resultados financeiros obtidos.

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Fora da maçã, o percurso de Jobs continuaria ligado à tecnologia, com a criação da NeXT, uma empresa de desenvolvimento de plataformas para os sectores da Administração Pública e Educação, e a compra da produtora de filmes de animação Pixar, ao cineasta George Lucas, por 10 milhões de dólares - e que 11 anos depois, seria vendida por sete mil milhões à Disney, com filmes como Toy Story no currículo.

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A compra da NeXT pela Apple leva Jobs, agora com 42 anos, de regresso como CEO à empresa que ajudara a fundar, com a marca a ganhar um novo fôlego.

A nova fase da empresa que hoje está entre as mais valiosas do mundo, a par das mais conceituadas, começava com o lançamento em 1998 do "desafiador" iMac.

O conceito de "all in one desktop" viria a evoluir do "bloco" colorido dos iMacs originais, ainda com monitores CRT, para os (muito mais) elegantes iMacs de nova geração, onde os ecrãs LCD em tamanho XL escondem todos os componentes de processamento das máquinas, dispensando a caixa do CPU.

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Pelo meio fica também a reinvenção dos computadores portáteis, com o Macbooks, onde os lançamentos foram apresentando evoluções ao nível do desempenho, do design e da utilização de novos materiais.

E quem não se lembra do "momento" em que Steve Jobs colocou o primeiro Macbook Air dentro de um envelope? Assumindo-se como o "mais fino do mundo", o portátil dispensava alguns componentes (como a drive óptica) para ganhar em espessura e peso e tornou-se também um padrão a imitar por outros fabricantes.

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Do lado da música, outro dos grande momentos de viragem da Apple acontece em 2001, com a introdução do iPod, que veio revolucionar o mercado da distribuição de música. No seguimento dos vários modelos do leitor multimédia, desde o "básico" Nano ao Touch, surgia dois anos depois, em 2003, a iTunes Music Store, ainda hoje imbatível ao nível do serviço de distribuição de música digital.

Ao sucesso dos iPods, Steve Jobs acrescenta um trunfo ainda maior ao seu currículo: o iPhone. O smartphone da Apple é desvendado no início de 2007, durante a McWorld, depois de vários meses de expetativa e rumores.

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Na altura Steve Jobs afirmou que a Apple estava a dar um novo impulso ao sector das telecomunicações, revolucionando a definição comum dos telemóveis (e não se enganou), definindo o iPhone como um "três em um", por ser simultaneamente "um telefone, um iPod e um dispositivo de acesso móvel à Internet".

E depois do telefone inteligente, o computador na palma da mão. O muito antecipado tablet da Apple é apresentado em Janeiro de 2010 por Steve Jobs (como não podia deixar de ser) que descrevia o dispositivo como "a nossa [da Apple] tecnologia mais avançada, num equipamento mágico e revolucionário", acrescentando que o tablet iria criar e definir uma "categoria inteiramente nova que vai ligar os utilizadores às suas aplicações e conteúdos de uma forma mais intimista, intuitiva e divertida do que nunca".

A segunda geração do tablet, em março de 2011, acabou por ser a última "revolução Apple" apresentada por Steve Jobs, numa altura em que este já estava afastado da gestão diária da empresa, por questões de saúde, embora mantivesse o cargo de CEO.

Jobs ainda regressaria aos "palcos" para dar a conhecer o serviço de armazenamento na nuvem iCloud e novas versões de software para vários produtos.

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Dos projetos desenvolvidos sob a sua alçada, o fundador da Apple acabou por falhar apenas o recente lançamento do iPhone 4S. Isto falando dos produtos já conhecidos, sendo natural que a marca tenha novidades por lançar, que Steve Jobs ainda acompanhou, mesmo depois de ter anunciado o seu afastamento definitivo em agosto.

Nesta história cabe o registo de 317 patentes da Apple que contam com o nome de Steve Jobs entre os criadores, como contabiliza o jornal The New York Times.

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Produtos à parte, o ex-CEO deixa toda uma estratégia e inteligência de negócio que fez da empresa da maçã uma das mais valiosas do mundo.

Igual, melhor ou pior não se sabe, mas a história da Apple vai continuar a escrever-se.

Veja a galeria de imagens que preparámos com os produtos da Apple lançados pelas mãos de Steve Jobs.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Nota da Redação: A notícia foi atualizada com mais informação.

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