Já é conhecido o vencedor de mais uma edição do ImagineCup. A iniciativa é organizada pela Microsoft e tem carácter internacional, no objectivo de instigar jovens universitários a desenvolver aplicações de software que ajudem a encontrar resposta para propósitos sociais e humanitários.



Este ano - como já tinha acontecido no ano passado - era proposto aos alunos que dessem o seu contributo mostrando como pode o software ajudar a resolver alguns dos mais sérios problemas do mundo, com um enquadramento bem explicado online, onde é possível conhecer os oito grandes objectivos do milénio, definidos pelas Nações Unidas, que servem de baliza.

"Imaginar um mundo onde a tecnologia ajuda a resolver os problemas mais graves que enfrentamos nos nossos dias" foi a proposta que circulou por algumas dezenas de universidades portuguesas no road show que serviu para divulgar o evento.


Equipas com um máximo de quatro elementos a desenhar software, jogos ou a criar peças de digital media puseram mãos à obra - usando tecnologia Microsoft, claro - e animaram esta 7ª edição da prova em Portugal, que contou com um total de 800 registos.



Hoje fazemos uma pequena retrospectiva pelos projectos que conquistaram a atenção do júri - finalistas e vencedor - com o objectivo de dar a conhecer um pouco mais da criatividade portuguesa "à solta" no mundo académico e activada pelo desafio, já que todos os projectos referidos foram desenvolvidos especificamente para a prova.


Na edição deste ano chegaram a finalistas projectos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, da Faculdade de Engenharia do Porto, da Universidade da Beira Interior, do Instituto do Cávado e Vale do Ave e do Instituto Superior Técnico.



Ubilert - uma resposta para situações de emergência



O grande vencedor foi o projecto Ubilert, submetido por Nuno Machado, Sérgio Viana, Tiago Ferreira, Xavier Vilaça, alunos do Instituto Superior Técnico, acompanhados por Paulo Ferreira (mentor). Responder a situações de emergência e socorro é o objectivo principal desta candidatura vencedora. O Ubilert recorre à tecnologia móvel e permite emitir pedidos de socorro a partir de um simples clique numa tecla. Este pedido pode ser dirigido a emergências médicas, policiais e bombeiros e para cada alerta o indivíduo pode personalizar o seu pedido com informação extra, ou somente enviar um pedido de socorro simples.



Cada pedido de ajuda desencadeado pelo serviço leva consigo um conjunto de informações relacionadas com o indivíduo, como dados pessoais ou localização geográfica. Se o utilizador desejar, com o pedido de socorro pode ser também emitida uma mensagem (SMS) para uma lista de contactos que também poderão ajudar.



A aplicação também permite ajudar as equipas de emergência na prestação do serviço de socorro, por exemplo, ajudando a localizar vítimas através de coordenadas GPS.



Edenness - Medir níveis de CO2



Da lista de finalistas também fizeram parte o Edenness de João Santos, Pedro Gomes, Ricardo Mendonça e Tiago Xavier, alunos da faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Neste caso os alunos desenvolveram um sistema móvel de monitorização dos níveis de CO2 no ambiente. O conceito apresentado pela equipa finalista coloca o utilizador comum no papel de "transmissor" dos níveis de CO2 de cada local onde se encontra, usando para tal hot spots onde os dados podem ser enviados e monitorizados por uma aplicação Web.

[caption]Edenness[/caption]

EDENNose, EDENBrain e EDENEye são as três vertentes do projecto. A primeira regista valores num dispositivo móvel. A segunda armazena-as e a terceira é um serviço Web que torna a informação acessível e estruturada, recorrendo a ferramentas como o Bing Maps para apresentar informação geograficamente distribuída. Quem gere a plataforma pode definir diferentes tipos de critérios e parâmetros para fazer funcionar o sistema, como níveis considerados de alerta, alarmes de aviso, informação gráfica da concentração de CO2 numa determinada região, etc.



Criar uma eco-comunidade que difunda os resultados do trabalho por redes sociais fomentando o interesse no assunto ou ajudar empresas a promover ou conhecer locais menos poluídos são objectivos do projecto.

Mind Companion - Ajudar doentes com demência

[caption]Mind Companion[/caption]

À mesma lista de finalistas chegou o Mind Companion do Instituto do Cávado e Vale do Ave, da responsabilidade de Carlos Mora, Giliano Faria, Jaime Campos e dos orientadores João Vilaça e Nuno Rodrigues. Os principais beneficiários deste trabalho são os doentes de demência - 29,8 milhões estimados em todo o mundo - e os objectivos aumentar os seus níveis de autonomia e ajudar a combater problemas de solidão. A solução funciona em quatro eixos de actuação: ligações virtuais multimédia, previamente orquestradas, entre o paciente e os familiares e amigos (para animar uma conversa com imagens e outros elementos); monitorização ubíqua e não intrusiva dos hábitos de higiene do paciente; controlo activo da toma de medicação e exercitação da memória de longo e curto prazo do paciente.



Aid4Help - Trazer uma ONGs para perto de si



Já a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto garantiu a presença na final com o Aid4Help, uma iniciativa orientada para colmatar a falta de divulgação das actividades das Organizações Não Governamentais e o impacto que estas podem ter nos cidadãos.



Centralizar todos os eventos organizados por ONGs num único local que facilite a vida a quem quer beneficiar delas ou ajudar é o objectivo. Este centro de informação é alimentado pelas ONGs através de mensagens reencaminhadas para uma página única. A lógica do projecto desenvolvido por Francisco Andrade, Hélder Nunes, João Azevedo, Rui Costa (e do mentor) António Fernando Coelho, é semelhante à de uma rede social, mas a informação pública é apenas da responsabilidade das ONGs.



Cada utilizador registado no serviço tem um perfil onde está informação pessoal, dados sobre as acções onde já participou e outras. Esta informação não pode ser acedida por outros utilizadores da rede, já que o intuito não é o de criar laços entre membros mas uma maior afinidade com o trabalho das ONGs. Cada utilizador têm a possibilidade de seguir ou não determinada ONG (recebendo informação actualizada), visualizar num mapa as ONGs mais próximas de si e afiliar-se online às acções comunicadas.

Volt - Tornar o carro eléctrico mais apelativo

[caption]Volt[/caption]

O leque dos finalistas encerra com o Volt, da responsabilidade de alunos da Universidade da Beira Interior. O ponto de partida do projecto foi a intenção de tornar mais atractivo o conceito do carro eléctrico e ajudar a criar argumentos para que num futuro muito próximo esta se torne uma escolha dos utilizadores, com uma série de atractivos exclusivos. Nasceu o Volt que materializa um conjunto de aplicações ligadas a um back-end que dão ao utilizador acesso a diversos serviços acessíveis dentro do carro, no dispositivo móvel, ou em casa.



Dentro do carro o módulo do Volt integrado no painel de comandos poderia, por exemplo, dar acesso a estatísticas relacionadas com o veículo em tempo real, como consumos actuais, postos de abastecimentos mais próximos, calculo de rotas tendo em conta limitações da bateria, reservar serviços (como hotéis, restaurantes, cinema, ou outros), etc. As mesmas e outras informação estariam também disponíveis para telemóvel ou no PC de casa.



O grande vencedor desta edição do Imagine Cup representará Portugal na final mundial marcada para 3 a 8 de Julho na Polónia, com a oportunidade de aumentar o prémio de participação para os 25 mil dólares, se conseguir a vitória.



Na prova nacional a equipa do IST ganhou um Netbook, uma consola Xbox 360 Elite, uma subscrição Xbox Live Gold, livros para cada aluno, um voucher no valor de 250 euros para compras na PMELink, e o patrocínio integral da deslocação à Polónia.



As restantes equipas finalistas ganham uma consola Xbox Arcade e vouchers para compras na PME Link no valor de 250 euros.



Nota de redacção: Devido a uma gralha na nota de imprensa, o TeK designou a UNL incorrectamente na primeira referência que faz à instituição no artigo.

Cristina A. Ferreira

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