O PC ainda é encarado por muitos jogadores como a plataforma de referência para jogos, mesmo que as consolas tenham conquistado um volume de adeptos mais significativo. Quem gosta “religiosamente” dos jogos para PC não se importa de pagar mais para ter não só o hardware tão actualizado quanto possível, como também os gadgets mais originais e desejados no mercado.

Tudo para poderem tirar o máximo partido das potencialidades que os mais recentes e poderosos títulos são capazes de disponibilizar, não só em termos gráficos mas também de jogabilidade.

A indústria dos videojogos movimenta todos os anos largos milhares de milhões de euros. De acordo com dados estimados há menos de um ano por Paul Heyden, um consultor independente da empresa financeira Avista Partners, (que trabalha no sector dos jogos desde 1999), a indústria dos videojogos valerá mundialmente cerca de 70 mil milhões de euros.

Para chegar a este valor, Heyden combinou o volume de negócio das maiores empresas de jogos neste mercado específico - Nintendo, Sony e Microsoft -, das vendas a retalho, das empresas de jogos online e ainda de outros sectores ligados à indústria dos videojogos.

O analista conclui que o mercado combinado dos jogos para PC e para consolas deverá atingir aproximadamente os 22,25 mil milhões de euros. Um pouco mais valerá a Nintendo - cerca 23,6 mil milhões de euros, o que corresponde a um terço do valor mundial da indústria dos videojogos. A Sony e a Microsoft seguem atrás.

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No que diz respeito aos acessórios, o consultor da britânica Avista Partners estima que sejam responsáveis pelo movimento de cerca de 209 milhões de euros em todo o mundo - um valor bastante mais comedido tendo em conta a projecção total de 70 mil milhões de euros, mas que não deixa de ser bastante animador e apetecível sob o ponto de vista da rentabilidade do negócio.

Propostas que enchem o olho

Começamos por aquela que será, porventura, a melhor combinação de acessórios para jogos na opinião de muitos. Estamos a falar das propostas
Cyborg R.A.T. 9 e Cyborg V.7, um rato e um teclado exclusivamente concebidos para jogadores que não brincam em serviço.

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O R.A.T. 9 não parece ser um rato normal porque simplesmente não o é. A crítica considera-o um dos melhores ratos para jogos de sempre até porque, face ao modelo antecessor, o Cyborg R.A.T. 7, o R.A.T. 9 apresenta um sistema de ligação sem fios com um impressionante tempo de resposta de apenas um milissegundo, o que equivale a dizer que a latência é praticamente zero. Este é um aspecto particularmente interessante, já que os ratos de jogos profissionais costumam ter ligação por fio para evitar o atraso causado pela transmissão de dados via wireless.

O R.A.T 9 apresenta funcionalidades avançadas. Destacam-se as quatro definições personalizáveis de DPI (para uma resolução máxima de 5600 DPI), os cinco botões programáveis e os três modos Cyborg, numa combinação que dá o equivalente a 15 botões totalmente alteráveis. Aliás, a personalização é uma característica intrínseca ao R.A.T. 9, já que a sua forma também se pode adaptar à palma da mão de qualquer utilizador. A qualidade de construção e o software oferecido são igualmente pontos que merecem a classificação máxima.

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Produzido sob os mesmos critérios do R.A.T. 9, o Cyborg V.7 não só rompe com as linhas do seu antecessor como também evolui bastante em termos de ergonomia e personalização, colocando no topo a fasquia da qualidade. Destaca-se desde logo pela retroiluminação multicor e pelo painel de controlo sensível ao toque, permitindo que o utilizador regule a iluminação, os conteúdos multimédia e o volume com a ponta do dedo.

E porque se trata de um teclado para jogadores, há funções para todos os gostos e necessidades. É o caso do relevo de destaque no cursor WASD (uma réplica dos habituais cursores de setas e que representam uma combinação de teclas bastante vulgar nos jogos modernos), das doze teclas programáveis, do modo Cyborg (inibe automaticamente as teclas de função do Windows), dos apoios ajustáveis (tanto no descanso do pulso como no topo) e dos conectores USB e de áudio banhados a ouro para um melhor desempenho.

Para comprar este conjunto, recomenda-se uma busca pelas melhores ofertas nas lojas online. É certo que os preços podem variar diariamente, mas mesmo assim o TeK conseguiu encontrar o R.A.T. 9 a 108,50 euros e o V.7 a 65,80 euros. Contas feitas, são 175 euros que saem do bolso com estes dois gadgets.

Outro aspecto de que os gamers não abdicam nem descuram é o som. Em vez de ter um bom sistema com várias colunas satélite espalhadas em volta do jogador, poderá ser melhor apostar numa única coluna capaz de transmitir com igual profundidade todas as sensações sonoras. Já os mais individualistas poderão optar por um bom conjunto de auscultadores - não só permitem entrar mais facilmente no ambiente criado pelo jogo como também evitam o ruído incómodo para quem estiver à volta. E assim sempre se poderá jogar durante a noite sem complicações.

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Nesta matéria, a Asus tem uma proposta à medida do primeiro tipo de necessidade identificada. Trata-se da Cine5, uma coluna compacta - neste tipo de sistemas trata-se, aliás, da coluna mais compacta do mundo. De fácil configuração e utilização, emite um som surround de elevada qualidade.

O sistema de som Asus Cine5 permite a reprodução de cinco canais, mesmo que a fonte apenas esteja a transmitir por dois canais. Dispõe de um botão rotativo para controlar o volume e apresenta ainda as tradicionais entrada de 3,5 mm e saída para auscultadores. Já a potência é de 15 watts, valor perfeitamente suficiente. O preço ronda os 130 euros.

Por mais 20 euros, os auscultadores Sennheiser PC 350 podem ser uma boa aposta para o segundo cenário - não só pelas características mas também pela boa qualidade de construção.

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Graças ao bom isolamento acústico, não existem praticamente quaisquer interferências vindas do exterior, o que é óptimo para que o jogador se mantenha concentrado na sua missão. O gadget apresenta ainda um microfone incorporado, o que é ideal para quem joga online e costuma recorrer a programas como o TeamSpeak.

Curiosamente, os auscultadores Sennheiser integram um bundle com a placa de som Asus Xonar Sense. Neste caso, porém, o preço sobe para os 230 euros.

Quem gosta de jogos de corridas sabe que a sensação é totalmente diferente quando se usa um kit com volante e pedais. No entanto, a posição de condução nem sempre é a melhor. Quem puder passar um cheque de 500 euros sem quaisquer remorsos poderá resolver o problema com a PlaySeat WRC, uma solução que permite transportar qualquer jogador de ocasião para o cockpit de qualquer automóvel de competição.

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No entanto, existe um problema: este gadget não inclui nem o volante, nem os pedais. Para quem quiser entrar de corpo e alma nesta aventura de se tornar num piloto de competição no mundial de rally - ainda que virtualmente -, a PlaySeats disponibiliza um bundle em que combina a cadeira WRC com o voltante Logitech G27. No entanto, esta opção implica um preço ainda mais elevado: 837 euros, valor ao qual terão ainda de se somar as despesas relacionadas com os portes de envio.

E já que falamos na Logitech, terminamos a volta por alguns dos gadgets para jogos de PC mais pretendidos precisamente por onde começámos. Se o Cyborg R.A.T. 9 e o Cyborg V.7 são mais do que apetecíveis, então o que dizer do G700 e do G19? Ou, melhor ainda, o que dizer da série G da Logitech?

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A resposta resume-se a uma palavra: Tentação. Numa só linha de produtos, a Logitech disponibiliza teclados topo de gama que podem ser complementados por teclados dedicados exclusivamente a jogos, ratos para jogos com elevada ergonomia e precisão e auscultadores sem fios com microfone incorporado.

Mais uma vez, a questão do preço é determinante. Neste capítulo, será necessário fazer uma busca online para se encontrarem os melhores valores. Mesmo assim, e tendo como inspiração os elementos que estão na imagem acima colocada, rapidamente descobrimos que o rato G700 (90 euros), o teclado G19 (170 euros), o G13 Advanced Gameboard (89 euros) e os auscultadores G35 com som surround 7.1 (112 euros) somam mais de 450 euros na factura total.

O valor não é nada simpático em tempo de crise, mas o resultado são umas boas horas bem passadas ao volante dos melhores bólides do mundo!

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