Há vários anos que se coloca a questão da morte dos computadores de secretária, ultrapassados em portabilidade pelos notebooks e tablets, que podem ser levados para qualquer lado. A tendência de vendas é de declínio, mesmo no mercado profissional, e os segmentos de nicho que se vão mantendo na área de consumo destinam-se a quem procura uma máquina com performance de topo para jogos, ou quem quer um equipamento de gama baixa, apenas para navegar na Internet e editar alguns documentos.

Mas o cenário parece estar a mudar com a aposta de várias marcas em modelos "all in one", com design mais apelativo e unidade de processamento integrada com os ecrãs de grande dimensão, alguns sensíveis ao toque para tirar partido do potencial do novo Windows 8.

Mesmo marcas aparentemente insuspeitas nestas lides, como a Toshiba e a Sony, já se abalançaram para apresentar ao mercado as suas propostas, e o número de opções começa a crescer, depois de uma fase em que a Apple, e depois a HP, a ACER e a Asus pareciam estar sozinhas. E tudo indica que o desktop voltou a estar na moda.

A Apple foi uma das marcas que começou a apostar mais cedo nos modelos "tudo em um". Os primeiros iMac, ainda com ecrãs CRT, eram autênticas máquinas transportáveis, e as cores alegres dos modelos de secretária apelavam já a um público que pretendia mudar do cenário branco e cinzento das torres de PCs.

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[caption]Nome imagem[/caption]Apresentados em 1998 por Steve Jobs, os iMac foram um sucesso quase instantâneo, vendendo-se (na altura) 800 mil unidades nos primeiros 139 dias de comercialização, a um ritmo próximo de uma venda a cada 15 segundos. Mas a Apple continuou a apostar na renovação da gama e em 2002 a mudança para ecrãs LCD viria a permitir um novo design, com a unidade de processamento a ser integrada na base.

Desde essa altura muito mudou, com os ecrãs a crescer em dimensão e a unidade de processamento a ficar escondida numa única peça. Atualmente os iMac estão disponíveis com ecrãs de 21,5 e 27 polegadas, e preços a partir de 1.179 euros para a versão mais barata.

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Na HP a aposta nos "all in one" faz também parte de uma estratégia consistente da empresa, que começou por direcionar estes equipamentos para o mercado doméstico e que já conta atualmente com oferta também para empresas.

Ainda este mês a marca apresentou a nova gama de computadores que está a chegar às lojas portuguesas, na qual se integram três novos modelos de desktops tudo em um, com e sem ecrãs sensíveis ao toque.

O HP Omni 120 tem um ecrã de 20 polegadas e o design em forma de cavalete mantém o equipamento na vertical, com uma ligeira inclinação que facilita a visualização das imagens e documentos. O modelo maior é o HP Omni 27, que como o nome dá a entender tem um ecrã de 27 polegadas, contando com um processador Intel Core i7 e som Audio Beats para garantir suporte a todas as experiências multimédia, mas que tem um preço igualmente grande, a rondar os 1.700 euros.

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Na gama profissional a oferta de "all in one" da HP tem agora dois modelos, um que tem a opção com ou sem ecrã de toque – o HP 8300 Elite, e o modelo mais pequeno, sem ecrã de toque, o HP 6300 Pro Aio.

Com a chegada do Windows 8, e do potencial para interfaces de toque, a HP está também a preparar novos modelos de computadores tudo em um, mas com dimensões de ecrã entre as 20 e 23 polegadas. A "estrela" da nova gama será o SpectreONE, mas que não tem ecrã táctil, substituindo-o por um trackpad com capacidade multitoque.

[caption]SpectreONE[/caption]

É também a preparar-se já para o Windows 8 que a Toshiba revelou na IFA, em Berlim, o seu desktop "all in one", o LX830, que chegará às lojas portugueses ainda este trimestre. O modelo é um sucessor do Qosmio DX730 que começou a ser vendido ainda no ano passado em alguns países da Europa, mas cujas funcionalidades ficam agora potenciadas com o interface do novo sistema operativo.

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Do lado da Sony a proposta é também para os utilizadores do Windows 8, mas com a particularidade de que o seu "all in one" Vaio Tap 20 se pode colocar totalmente na horizontal, o que facilita a utilização com tablet (mas sobre a mesa, já que pesa cinco quilos). O preço ainda não foi divulgado, mas deverá rondar os mil euros.

[caption] Vaio Tap 20 [/caption]

Na gama de "all in one" da Asus, que tem brindado os utilizadores com vários desktops integrados, as últimas novidades são de junho, da Computex, onde a marca apresentou o Transformer AiO, que permite aos utilizadores alternarem entre o sistema operativo Windows e Android, sendo convertível num tablet. O ecrã é de 18,4 polegadas e pode ser removido da base.

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Ainda não há data prevista para chegar a Portugal, nem preço, mas enquanto espera vale a pena espreitar a oferta atual da Asus em "all in one", já com processadores Intel iCore de terceira geração.

Com estas novas propostas ainda duvida que o desktop está novamente na moda?


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fátima Caçador

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