O Office of Inspector General (OIG) da NASA, entidade que se dedica a supervisionar a agência espacial com o objetivo de impedir operações ineficientes ou ilegais, analisou a maneira como propriedades históricas são geridas e usadas e o resultado não foi muito positivo.
No relatório apresentado estão relatos de incidentes que, na maior parte das vezes, tiveram origem em uma má gestão administrativa da agência espacial. Um dos exemplos apontados é o da perda de uma bolsa que tinha partículas de pó lunar devido a uma má manutenção dos registos.
Outro dos casos mais notórios ocorreu quando um historiador da Força Aérea dos EUA reparou que o protótipo de um veículo lunar da NASA estava no quintal do seu vizinho. A ocorrência foi reportada, mas a agência demorou tanto a agir que o rover já tinha sido vendido.
A NASA também é acusada de emprestar itens históricos a outras instituições sem estabelecer acordos de empréstimos oficiais e com medidas de segurança documentadas.
Por isso, o documento indica que a recuperação "dessa propriedade histórica provou ser um desafio devido ao esforço necessário para encontrá-la, bem como à relutância da agência de às vezes reivindicar a sua propriedade sobre os itens".
O OIG considera que a agência espacial não tem os processos adequados para identificar ou gerir os seus bens patrimoniais e que não é a entidade mais adequada para fazê-lo. Dessa forma, recomenda que a função de garantir a conservação correta dessas peças seja transferida para uma organização externa, como o Smithsonian Institute.
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