Não há nada como uma boa hora de exercício para melhorar o estado de espírito e dar ânimo para qualquer desafio pessoal ou profissional que se apresente pela frente. Ou melhor, até há outras formas de "animar a malta", mas o exercício físico está na moda e faz bem à saúde…



O que também está na moda são os wearables, sobretudo as pulseiras que se tornaram uma das coqueluches dos apreciadores de gadgets pela extensão das funcionalidades do smartphone, mas também pela componente de medição da atividade física.



A oferta destes equipamentos está a aumentar e há várias opções para diferentes exigências e finalidades, umas que são produzidas pelos fabricantes de telemóveis que se juntaram a componentes de monitorização mais tradicionais, outras vêm do lado das marcas do desporto que não querem perder esta corrida.


É só passar por uma loja de eletrónica - e juntar uma visita a uma loja de desporto - para perceber a profusão da oferta, que gera alguma confusão pela diferença de preços e formatos, mas também de funcionalidades.



Por isso a equipa do TeK assumiu a (difícil) missão de experimentar alguns dos equipamentos do mercado e monitorizar o dia-a-dia, os passos, hábitos alimentares, calorias gastas, nível de exercício e até o sono. Reunimos 6 pulseiras de diferentes fabricantes, algumas cedidas pela loja da Orange, e colocámos o teste em marcha recorrendo também a alguns amigos próximos.







As pulseiras que experimentámos são a Alcatel Touch BoomBand, Fitbit One Wireless Activity, Huawei TalkBand B1, Jawbone Up24, Nike + FuelBand e a Samsung Gear Fit. Mais sofisticadas ou minimalistas, com preços que vão das 4 dezenas de euros às duas centenas, as diferenças justificam uma análise cuidada.


Entre utilização mais e menos intensa, e diferentes hábitos de vida, o teste revelou algumas experiências mais positivas mas mostra também que afinal nem todos os dispositivos são tão eficientes como parece, e que é preciso alguma paciência e adaptação de hábitos para conseguir obter alguns resultados.



Se está a pensar comprar um destes gadgets, para si ou para oferecer a alguém próximo, não deixe de ler as experiências da equipa do TeK nas próximas páginas.



Em cada página há uma avaliação em detalhe de uma das pulseiras e imagens dos equipamentos e aplicações, com detalhe sobre as metas alcançadas, e no fim o esperado balanço.




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Alcatel Touch BoomBand: Minimalismo a toda a prova

A pulseira da Alcatel Touch tenta juntar o melhor de dois mundos. E por vezes consegue. O design é minimalista e o conceito de pulseira está de facto implementando, com uma bracelete de borracha facilmente ajustável e com várias cores à disposição dos utilizadores, do cinza ao azul céu.

A “máquina” que dá à pulseira a inteligência fica guardada dentro da bracelete, protegida do pó e da água das atividades mais radicais mas facilmente acessível para carregamento da bateria. Sem um ecrã, todo o sistema de informação se baseia em cliques e sinais de luzes, com alertas automáticos para “ligar” a aplicação e exibir alguma informação mais detalhada.

A forma como está implementada torna-se prática, até porque toda a configuração se faz no smartphone, mas a verdade é que em várias ocasiões sentimos falta de um mostrador que desse alguma indicação diretamente na pulseira.

A ligação com o smartphone faz-se através de Bluetooh 4.0, o que ajuda a minimizar o consumo de energia, e basta instalar e configurar a aplicação para começar a medir o exercício e também o sono.

Pode criar objetivos diários para distâncias percorridas, que são apresentadas num gráfico simples, mas é preciso que seja o utilizador a indicar que tipo de atividade está a realizar – caminhada, corrida ou mesmo o tempo de descanso. E se é fã de exercício em ginásio, seja musculação ou mesmo biking, não conte com a pulseira para a medição destas atividades.

A ligação umbilical ao telemóvel serve também como alerta para casos de perda, mas prepare-se para se sentir irritado por ter sempre o alarme a tocar ao afastar-se alguns metros do equipamento…

Outro elemento de que sentimos falta é um medidor de pulsações, que se torna muito relevante para quem faz exercício à séria, mas pior do que isso foi a “batota” na contagem dos passos que teve mais críticas. Mesmo sentados à secretária continuamos a somar passos para chegar à meta definida.

Há porém que dar um desconto a todo este minimalismo de funções: a pulseira só custa 39,90 euros e é a mais barata de todas as que experimentámos.








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Fitbit One Wireless Activity: Uma pulseira de bolso

Já com algum tempo de mercado, as pulseiras da Fitbit têm colecionado muito boas impressões e goodwill, e há vários formatos à venda que acabam por funcionar bem em ligação com smartphones Android.

O modelo que testámos é o Fitbit One Wireless Activity, um conceito mais simples e minimalista mas que acaba por se revelar demasiado limitado, sobretudo em comparação com outras pulseiras. Apesar do pacote trazer uma banda elástica destinada a quem quer fazer exercício, o conceito passa mais pelo clip que pode ser colocado no bolso, mas que apesar de ser discreto deixa a desejar em termos de integração.

É fácil de perder e de enviar erroneamente com as calças para dentro da máquina de lavar roupa, o que significaria uma perda total… No nosso caso não chegou tão longe, mas é preciso estar atento para não perder peças, sobretudo o pequeno dispositivo USB que serve para atualizar o equipamento com as informações do dashboard.

Para começar é preciso criar uma conta na Fitbit Area, onde se definem planos nutricionais e dados de peso, altura, objetivos e monitorização de atividade. Este site não está em português o que complica a tarefa de inserção de alimentos nos planos nutricionais, por exemplo.

Depois há a aplicação para Android, onde são colecionados os dados básicos, sendo que alguma da informação é mostrada também no visor do dispositivo. Os passos, distâncias, as horas e o cronómetro estão também “à mão”.

Para além dos históricos a aplicação permite configurar alarmes, desafios para atingir objetivos e partilhar com a comunidade de amigos. São 4 jogos que podem ser usados para dinamizar a atividade quando não apetece correr ou fazer caminhadas.

A boa notícia é que a simplicidade do modelo o torna recordista em duração de bateria (5 dias sem voltar a ligar) e vai fazer com que lhe custe menos dinheiro. Na loja da Orange custa 79,99 euros.

Se gosta do conceito Fitbit mas não do modelo clipe pode ainda optar por outros tipos de pulseiras da marca e até smartwatches.











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Huawei TalkBand B1: Equilíbrio e sensatez

A estrear o conceito de pulseira de atividade para a Huawei, a TalkBand B1 mostra que a marca soube olhar para o que está a ser feito neste mercado e evitar alguns erros, tirando partido de boas experiências e boas práticas.

Apostando num design cuidado, com materiais de qualidade que ninguém se envergonha de utilizar mesmo com roupa mais cuidada, a TalkBand B1 junta a pulseira em borracha antialérgica com um auricular que pode ser “desligado” da pulseira e usado no ouvido.

A pulseira está disponível em várias cores, desde os mais radicais amarelo limão ao vermelho framboesa, mas quem aprecia a discrição tem também vários tons neutros por onde escolher, seja para usar no dia a dia ou em atividades desportivas.

Tal como acontece com outras pulseiras do género, a TalkBand regista o tempo de atividade e o seu progresso, medindo os passos dados durante o dia e as calorias queimadas, o que pode ser acompanhado pela definição de objetivos mínimos.

No ecrã OLED são exibidas as informações registadas mas também alertas de chamadas de voz, podendo atender a chamada diretamente se quiser retirar o auricular da pulseira.

É ainda registada a duração do sono e a qualidade do tempo de descanso, o que se torna útil para quem quiser maximizar o tempo de repouso e melhorar a forma como descansa.

Em termos de eficiência de medição e atividade não há nada de negativo a apontar, mas não fique desapontado se depois de uma hora de bicicleta no ginásio não registar mais do que poucos passos e consumo reduzido de calorias.

Sentimos também a falta de um medidor de batimentos cardíacos, que apontámos também noutros equipamentos testados.

A bateria é também um ponto a destacar, durando mais ou menos consoante a utilização do auricular para atendar as chamadas, mas que se pode esticar se acabar por usar apenas a pulseira para a contagem de passos e alertas.

De notar que a Huawei fez uma integração inteligente da ligação USB para carregar o dispositivo na própria pulseira, o que dispensa a utilização de outros acessórios.

Quanto ao preço, podemos dizer que está também dentro do equilíbrio mostrado nas outras características. A Talkband B1 custa 119,9 euros.








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Jawbone Up24: a simplicidade que não compensa

Se procura uma pulseira simples, mas com funcionalidades de fitness, é difícil encontrar um modelo mais linear do que a Jawbone Up24, sem deixar de ser moderna e elegante. A pulseira é feita num material plástico com alguma rigidez, mas adapta-se perfeitamente ao braço, estando disponível em dois tamanhos consoante a robustez dos pulsos.

Sem qualquer ecrã para exibir informação, a Jawbone Up24 obriga sempre a consultar o telemóvel para verificar a informação, mas já tem um ponto mais favorável do que a versão anterior ao fazer a conetividade por Bluetooth e permitir uma atualização constante, sem exigir a ligação por USB como acontecia com as anteriores Jawbone.

Como funciona com base em cliques e em sinais de luzes, acionados diretamente na pulseira para indicar atividade mais intensa ou o momento de ir dormir, o recurso ao ecrã do telemóvel acaba por ser obrigatório para validar que está a dar as indicações certas. Seria mais fácil se a deteção da atividade (ou falta dela) fosse automática, mas isso é algo que nenhuma das pulseiras testadas ainda se arrisca a fazer.

Não conte também com contador de batimento cardíaco, e ao longo dos testes surgiram algumas dúvidas sobre a precisão e rigor que se consegue das calorias gastas. Já nos passos contados parece razoavelmente acertada, ainda que movimentos parecidos com os de andar na rua ativem o contador. No final de alguns dias notou-se uma diferença ainda significativa entre a contagem da Jawbone Up24 e da aplicação de telemóvel Google Fit. Resta saber qual é a mais acertada.

Discreta e pouco intrusiva, a esta pulseira tem a desvantagem de fazer com que facilmente se esqueça que a está a usar. O que pode ser perigoso. Apesar de ser resistente a salpicos de água, a Jawbone não é à prova de líquidos, o que faz com que tenha de ser retirada em caso de banho de imersão, duche prolongado e até de tarefas domésticas, como a lavagem da louça.

De resto, numa análise racional, parece pouco para o dinheiro que custa. A Jawbone Up24 custa 128,99 euros e deixa a sensação de que praticamente tudo o que se faz com a pulseira poderia ser feito somente usando o smartphone.








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Nike + FuelBand – primazia para o desporto

A Nike fez várias incursões no mundo dos wearables e monitores de atividade e não parece disposta a perder a corrida para as novas marcas que estão a entrar nesta área, apesar de já ter desistido do hardware. Embora seja um modelo mais antigo, a Fuelband apresenta algumas características avançadas para os praticantes de desporto, embora tenha também alguns défices de “usabilidade”.

A opção por um modelo de pulseira mais rígido é um deles. Apesar de haver dois tamanhos disponíveis, e um adaptador de “alargamento” que não é nada fácil de usar, é preciso sorte para ajustar bem a pulseira ao pulso certo. Mas ganha pontos ao dispensar a utilização de outros acessórios para carregar a bateria e também no display em LED que dá um ar retro mas interessante para os aficionados do exercício, sem ecrãs brilhantes e facilmente vulneráveis a riscos em atividades mais radicais.

A utilização e configuração é fácil mas a criação de uma conta no site, com a exigência de fornecer uma série de dados pessoais, deixa indiscutivelmente uma sensação de excesso que valia a pena ser revista pela Nike. Mesmo assim a utilização do Nike Connect e do detalhe de informação acaba por se revelar útil no perfil de utilização. A App para iOS é simples e intuitiva.

Para além dos dados de atividade física, mostrados em formato gráfico no telemóvel ou em números no mostrador, há ainda a possibilidade de entrar numa série de desafios de curta duração que o obrigam a manter o movimento e ajudam a colecionar troféus.

A definição do tipo de exercício que se vai fazer é obrigatória, seja ténis, corrida ou outra, e tem de alertar também o equipamento quando se prepara para dormir, de forma a registar o tempo de descanso.

O botão da pulseira dá acesso rápido à atividade e ao relógio, mas também às chamadas recebidas no smartphone.

Quanto ao preço conte com uma nota de 100 euros para fazer a conta, o que coloca a pulseira num valor médio do grupo.








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Samsung Gear Fit – entre a pulseira e o smartwatch

Com menos divulgação do que o smartwatch da marca, a pulseira Gear Fit fica a meio caminho entre as duas funções, com um aspeto demasiado cuidado para levar para desportos mais perigosos mas suficientemente elegante para se poder usar no pulso mesmo em situações mais formais.

O design arredondado e a bracelete que se ajusta ao pulso, assim como o ecrã tátil, fazem do Gear Fit a pulseira mais “techie” deste teste, e um verdadeiro multifunções em sintonia com o smartphone, com funcionalidades que vão além da monitorização do exercício.

No ecrã pode selecionar diretamente o tipo de exercício que vai fazer, verificar o resultado da contagem de passos ou distância percorrida, escolher a música que quer ouvir, monitorizar o tempo de sono e também fazer a localização do telemóvel.

O dispositivo é o único deste grupo que tem um sensor para medir a pulsação mas a fiabilidade foi várias vezes posta em causa em testes sucessivos que divergiram dos realizados em outros equipamentos tradicionais. E há ainda outro ponto negativo: não mede a frequência cardíaca enquanto está a decorrer um modo de exercício, o que não é nada lógico para quem quer monitorizar o esforço.

Já no resto das tarefas o Gear Fit mostrou estar à altura do que é exigido. Não contou passos em excesso – em alguns casos até pecou pela contenção contando menos do que era pedido. E mesmo na contagem do tempo de descanso permitiu identificar o sucesso no repouso e também alguns desvios a corrigir.

Ao contrário das opções da Huawei Talkband e da Nike Fuelband, a Samsung obriga à utilização de um dispositivo adicionar para recarregar a bateria, o que se torna incómodo, até porque o acessório é pequeno e fácil de perder.

De resto a Samsung pode seguir por este caminho que vai na direção certa. Mesmo em comparação com o maior e mais pesado smartwatch da família – que tem mais funcionalidades – o Gear Fit revelou-se um companheiro agradável com o qual se pode conviver sem incómodo e com algum valor acrescentado.

Falta só a referência ao preço: o Gear Fit custa mais de 150 euros, tornando-o o mais caro deste teste, mas apesar de tudo na comparação de funcionalidades e características o preço acaba por ser justificado.







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Contas finais – qual escolher?

A escolha entre tantas e tão diferentes opções é sempre difícil. O próprio conceito de pulseira de fitness tem ainda de evoluir e podemos ver em breve funcionalidades mais avançadas, com sistemas de deteção de exercício e descanso que evitem a constante intervenção do utilizador – que pode até deturpar os dados por esquecimento ou lapso.

Na experiência com as seis pulseiras que testámos, a existência de um ecrã que forneça alguma informação revelou-se útil, dispensando o recurso constante e “umbilical” ao smartphone, mas este é também um fator de risco em exercícios mais radicais, e um elemento que aumenta o preço final da solução.

O conforto da própria pulseira, e a capacidade de fazer um melhor ajustamento ao pulso, foi também realçada no teste. Estes são dispositivos que têm de ser fáceis de colocar e de tirar, sem grandes preocupações e sem se tornarem demasiado intrusivos, quer em termos de estética quer de comodidade.

E há ainda a considerar a fiabilidade. Ninguém quer gastar dezenas ou centenas de euros num equipamento que conta passos a mais e não mede efetivamente o treino feito.

Dada a ligação estreita aos smartphones, a disponibilidade da aplicação para a plataforma do seu telemóvel será também um fator decisivo na escolha. À exceção da Nike Fuelband todas as outras pulseiras funcionam com aplicações Android, o que acaba por ser mais “democrático”.

A Jawbone e a Fitbit também são compatíveis com iOS, mas só a Fitbit está também disponível para Windows Phone, embora exista a intenção da Jawbone de avançar também com o suporte para esta plataforma.

O design, a cor e os materiais de cada uma das pulseiras podem tornar-se igualmente fatores de diferenciação no momento da escolha, mas isso reside já em decisões pessoais nas quais não queremos interferir.

Contas feitas, as escolhas entre os elementos que fizeram o teste foram também dispares. Alguns modelos deixaram uma sensação de que a compra não acrescenta nada em relação à utilização simples do smartphone (e são mais caros do que as bandas para os braços que se podem comprar para usar o telemóvel enquanto corre).

Das pulseiras que se destacaram, em classificação de elegância e funcionalidade o Gear Fit da Samsung acabou por ser vencedor, enquanto o Alcatel Touch BoomBand ganhou na melhor relação de funcionalidade / preço.

Deixe também a sua opinião sobre estes equipamentos e as suas experiências com estes ou outros modelos que possam servir de referência para melhores escolhas.



Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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