Esta é uma área de evolução e transformação da leitura que está a crescer de forma acelerada. E no Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, que hoje se assinala por iniciativa da UNESCO, é bom lembrar que quem vaticinou o fim dos livros em papel depois da apresentação dos primeiros leitores digitais já foi obrigado a rever as previsões, porque o mercado tradicional não acabou e os eBooks continuam a crescer.

As fabricantes não param de apresentar eReaders cada vez mais evoluídos tecnologicamente, com ecrãs de melhor qualidade, iluminação noturna e acesso à Internet, concorrendo com os tablets e com os smartphones, cujos ecrãs de maior dimensão e qualidade são favoráveis à leitura de livros. O mais recente é o Kobo Aura HD que segue as linhas já traçadas pelos Kindle da Amazon.

Em vez de optarem por uma estratégia de exclusividade, marcas como a Amazon e a Kobo apostam em modelos de coopetition, oferecendo aplicações e fórmulas para que os seus livros possam ser lidos em qualquer ecrã, com ferramentas que permitem a continuidade da leitura e partilha de anotações.

Dessa forma os livros digitais tornam-se uma companhia mais permanente em viagens, mesmo que curtas, numa pausa na esplanada ou nos momentos de descanso ao final do dia.

Os analistas indicam que até 2016 as vendas de eBooks devem atingir os 9,7 mil milhões de dólares, mais do que três vezes o valor gerado por esta categoria em 2012. O crescimento é atribuído não só à utilização de leitores dedicados mas também ao uso de tablets. Segundo a Juniper Research, 30% dos livros digitais vão ser lidos em tablets em 2016.

A Amazon é uma das marcas que mais apostou no formato de eBooks com os Kindle, cuja família de dispositivos continua a crescer e a espreitar o modelo de tablet com o Kindle Fire HD 8.9, que já chegou a alguns países europeus. Mas essa aposta rendeu-lhe 55% do mercado.

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Ultrapassando a Barnes and Noble e a Sony, a Kobo começa a ser um concorrente à altura, e segundo a Digitimes já conquistou 20% de quota de mercado a nível global. Em Portugal os dispositivos são vendidos pela FNAC desde o ano passado, mas os números de vendas não foram partilhados publicamente.

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Não faltam ofertas de obras para ler nos ecrãs de leitores dedicados, nos telemóveis, tablets ou mesmo nos computadores pessoais. Desde livrarias com títulos gratuitos a obras pagas, mas sempre mais baratas do que a edição em papel, as opções já foram apontadas várias vezes em sugestões do TeK, também em português.

Se tiver outras sugestões, adicione-as na caixa de comentários para que todos possam desfrutar!

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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