A publicidade na Internet é cada vez mais e na maior parte das vezes também mais "agressiva". Enquanto navegamos pela Internet não é incomum encontrarmos sites que abrem páginas web extra ou que a própria página é um "mundo" de janelas com propostas publicitárias que nos obrigam a desviar a atenção dos nossos propósitos - e nem sempre pelos melhores motivos.

É que a abertura de pop-ups e páginas web extra até pode ser controlada com a configuração certa do browser - que nos irá fazer sempre perder alguns segundos a confirmar a opção escolhida - mas as vozes com sotaque estrangeiro que nos querem aliciar com iPhones ou iPads ou os barulhos irritantes com origem difícil de identificar só são desativados com bloqueadores de anúncios.

À medida que as empresas tentam rentabilizar os acessos aos seus sites, são cada vez mais os internautas que usam este género de ferramenta, como várias análises atestam.

É o caso do Google Trends, a página que mostra a evolução da pesquisa ao longo do tempo por determinado termo no motor de busca da Google, onde fica patente o crescendo do interesse pela expressão adblock, principalmente desde o início deste ano.

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Um estudo recente da PageFair, um serviço usado pelos sites para medir a extensão do fenómeno do ad-blocking nas suas páginas, coloca em 22,7% a taxa de utilizadores que recorre a tais ferramentas enquanto navega online. A tendência deverá crescer 43% ao ano.

Sem surpresas, quanto mais familiarizada com as tecnologias é a audiência do site, maior a probabilidade de usar anti-anúncios. O relatório da PageFair indica que os sites de jogos têm a publicidade que promovem bloqueada por cada um em três visitantes e os sites da área das tecnologias por cada um em quatro utilizadores, mas por exemplo, no lado oposto temos, por exemplo, os sites de viagens em que isso acontece apenas entre 5% dos visitantes.

O browser utilizado também faz variar a taxa de recorrência a estes complementos. O Firefox da Mozzila lidera a lista com uma taxa de 35% de utilizadores de bloqueadores. O Chrome surge logo a seguir igualmente com valores acima dos 30%. Os resultados da análise da PageFair indicam que só 1% dos adeptos do Internet Explorer tem este tipo de add-ons.

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Simple Ad Block, uma extensão anti-anúncios especializada em Internet Explorer.

Sem qualquer relação com a sugestão anterior, mas com nome idêntico, o AdBlock também está no grupo dos bloqueadores mais populares, com os seus 80 milhões de downloads e 20 milhões de utilizadores semanais.

Ao contrário do seu quase homónimo, disponível para todas principais browsers, o Adblock só existe nas versões desktop para Chrome ou Safari. Para o Opera, tem também a extensão NoAds .

Como o nome deixa adivinhar, o Privoxy não é uma extensão, mas antes um servidor proxy que corre nos computadores para filtrar publicidade e outros conteúdos dispensáveis enquanto navega na Internet, ou seja, em teoria pode funcionar com qualquer browser.

Apesar de os ad-blockers filtrarem, normalmente, publicidade em vários formatos, há propostas que versam conteúdos mais específicos, como o Webmail Ad Blocker , destinado a bloquear apenas serviços de correio eletrónico.

Esta extensão está disponível para Chrome e para Firefox e funciona com os serviços Gmail, Yahoo! Mail e Outlook.com.

Com um target mais específico tem também o YouTube AdBlocker que, como o próprio nome indica, é especialista em conteúdos vídeo.

É verdade que a publicidade é uma fonte de receita importante para a sobrevivência de um site ou serviço online, mas também é verdade que enquanto consumidores temos o direito a escolher se queremos ver ou não essa publicidade.

Para cada meio há estratégias ou recursos para “contornar” os anúncios que não nos interessam (por mais que achem que sim) e os adblockers são uma das soluções para o digital.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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