A recente comemoração do Dia da Internet Segura trouxe novos dados sobre as preocupações dos utilizadores da grande rede (ou a falta delas…) relativamente à privacidade online.

Um estudo da Microsoft, por exemplo, revelava que 67% dos 5.000 inquiridos, em países como no Canadá, Alemanha, Irlanda, Espanha e Estados Unidos acreditam que controlam a sua reputação, mas apenas 44% pensam nas conseqüências a longo prazo das suas atividades online.

Numa altura em que serviços como o Facebook ou o Twitter nos "mostram" ao mundo, com tudo de bom e de mau que isso pode implicar, em que nos ligamos cada vez mais em mobilidade através de dispositivos que mostram a nossa localização, em que "consumimos" e compramos produtos e serviços na Internet, a gestão da nossa privacidade online e o cuidado com a nossa reputação reveste-se de grande importância.

Afinal esses mesmos recursos estão à disposição das empresas, que podem usá-los para avaliar candidatos a um posto de trabalho, ou de uma companhia de seguros que quer prever o risco de aceitar um novo cliente.

À falta de cuidado dos utilizadores e consumidores somam-se ainda as estratégias montadas pelas empresas ligadas à Internet, na ânsia de tentarem recolher o máximo de informação sobre os hábitos dos seus utilizadores, com o objectivo de definirem estratégias que vão ao seu encontro.

Os casos são vários mas os mais recentes foram protagonizados pela Google. Não bastando toda a polémica gerada pelo anúncio de mudança da política de privacidade nos vários serviços que oferece, a gigante das buscas foi acusada de ter ignorado as configurações de segurança de quem usa os browsers Safari da Apple e Internet Explorer da Microsoft, para recolher informações que lhes permitissem vender publicidade.

Uma outra situação é apontada, por exemplo, num estudo da Federal Trade Comission, em que se revela que as aplicações para crianças falham em matéria de privacidade e que levou o regulador norte-americano a tecer duras críticas à Apple e (novamente) à Google, pelo seu papel neste desígnio.

Tendo em conta a nova realidade digital, há na mesa propostas para alterar os quadros legislativos em vigor, como acontece na Europa, mas enquanto isso não acontece, os utilizadores da Internet (na sua versão móvel ou fixa) têm vários recursos aos quais recorrerem para se informarem melhor sobre os procedimentos a adotarem no relacionamento com a grande rede ou com os gadgets usados.

Por vezes são as próprias marcas a deixarem os seus conselhos para uma utilização mais segura. A Nokia por exemplo, detalha online as regras de privacidade para cada um dos seus produtos, além de deixar algumas dicas de segurança online.

A Microsoft, por sua vez, ensina os utilizadores de produtos como o Internet Explorer, o Bing ou a Xbox a acionarem o modo mais seguro dos mesmos.

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As empresas de segurança também têm algo a dizer nesta matéria. Além dos conteúdos vários disponíveis online, a Trend Micro Brasil lançou recentemente um Guia de navegação online para pais e filhos.

Entre as associações e organizações, a Electronic Frontier Foundation é uma referência, com conteúdos vários sobre a temática da privacidade, desde os ebooks às redes sociais.

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Em Portugal, poderá encontrar algumas dicas sobre privacidade a partir do site da CNPD, nomeadamente no quiz "Na óptica do utilizador", lançado por ocasião do dia da Internet Segura, em que os internautas poderão testar os seus conhecimentos sobre a utilização do computador e dos serviços da Internet.

Terminamos lembrando que nenhuma estratégia adotada ao "nível da máquina" é suficientemente protetora da privacidade de cada um se insistirmos em publicar fotos da nossa intimidade ou postar comentários reveladores...

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Patrícia Calé

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