O HTML5 tem vindo a ser apontado por especialistas e entusiastas como a próxima grande revolução da Web, prometendo facilitar tanto a vida dos internautas - que podem esperar sites mais ricos do ponto de vista dos conteúdos, mas mais "leves" no carregamento das páginas - como dos programadores, para os quais se antecipa menos esforço na construção dos sites e uma real interoperabilidade entre plataformas (tanto browsers como dispositivos).

Aquela que será a próxima versão da linguagem de markup actualmente em utilização - o código de base usado para escrever as páginas Web em que navegamos todos os dias - representa uma evolução do HTML4.01 e do XHTML, que procura responder às necessidades e pedidos dos programadores, adicionando novas funcionalidades e dispensando alguns dos add-ons que agora são necessários.

A nova linguagem de markup proposta pelo World Wide Web Consortium (W3C), cujo início dos trabalhos remonta a 2004, propõe novas abordagens e vem colmatar algumas lacunas das versões anteriores, fornecendo, por exemplo, a possibilidade de criar e aceder a sites com conteúdos de media, como o áudio e vídeo, sem necessidade de complementos ao browser, como o Flash.

Com o suporte ao HTML5 a ganhar adeptos e o assunto cada vez mais "em cima da mesa", à medida que se concretizam avanços para tirar partido da nova linguagem, enumeramos algumas das principais promessas da novidade - cuja adopção começa progressivamente (pelo menos em algumas funcionalidades) a avançar. Chrome 5, Internet Explorer 9, Firefox 3.6, Opera 10.53 e Safari 4 são alguns exemplos onde a linguagem já é explorada, em uns mais do que noutros.

"Antes de mais, o HTML5 é um conjunto de especificações que definem como a Web será "escrita" e como se vai desenvolver nos próximos anos", afirmou Giorgio Sardo, um dos especialistas da Microsoft para a área de HTML5 e Internet Explorer 9 - uma das plataformas que tem reclamado uma forte adopção do novo standard.

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Na opinião do especialista, que falou com o Tek durante a sua passagem por Portugal a propósito do Codebits, para os utilizadores finais a nova linguagem de markup significa principalmente a possibilidade de "aceder a cenários mais ricos numa página Web".

Actualmente um internauta precisa de vários add-ons para aplicações específicas que lhe permitem aceder aos diversos conteúdos incluídos nos sites, como o vídeo, áudio, animações ou gráficos. Essa é uma das principais diferenças a esperar pelo utilizador, que vai deixar de necessitar de algum dos Plug-ins que até agora tinha de instalar se quisesse visualizar na íntegra os conteúdos de uma página que recorresse a esse tipo de soluções.

Os add-ons "têm sido fantásticos durante anos, mas, especialmente quando falamos do Flash, isso pode significar consequências como falta de memória, pois são bastante pesados. O HTML 5 oferece várias funcionalidades usando apenas a linguagem de markup, por isso é mais leve para o browser, mais rápido e mais seguro", realçou Giorgio Sardo.

Para além das páginas se tornarem mais leves, rápidas e seguras, espera-se também que estas estejam disponíveis de uma forma mais generalizada, a partir de várias plataformas e dispositivos e assegurando-se que é possível aceder aos sites de igual forma, seja qual for o browser ou quer se use um smartphone ou um computador, por exemplo.

Outra das novidades a esperar das páginas com recurso ao HTML5, que poderá ser experimentada pelos utilizadores, é a facilidade com que os programadores vão poder incluir nas páginas funcionalidades como o drag and drop, conferindo uma maior capacidade de personalização ao próprio internauta, que vai poder arrastar itens numa página - como se pode ver em alguns exemplos disponibilizados online para ilustrar a funcionalidade.

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A vida dos programadores também ficará facilitada em pontos que para o utilizador se resumem na dispensa de Plug-ins, como a introdução de vídeo e áudio como parte do HTML, o que permitirá a introdução deste tipo de conteúdos com necessidade de menos linhas de código e suporte a qualquer formato - sem necessidade de acrescentar "leitores" à página.

Também ao nível dos cenários e disposição dos conteúdos (estruturação) as coisas passam a ser mais fáceis e simples, necessitando de menos código e trabalho para inclusão de desenhos, molduras, gráficos ou animações no site, bem como conferindo aos programadores a possibilidade de editar o código na própria página sem necessidade de um editor dedicado.

A interoperabilidade foi a característica destacada pelo especialista da Microsoft no que às vantagens para os programadores concerne, na medida em que o HTML5 assegura que o mesmo código, escrito uma vez, funciona em diferentes browsers e plataformas, sem necessidade de ser adaptado - poupando trabalho e chegando a mais utilizadores.

Joana Martins Fernandes

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