O Android vai criar um fosso em taxa de utilização relativamente aos sistemas operativos rivais. Dos principais ecossistemas o Windows é aquele que deve ficar mais preocupado e deve lutar para garantir ofertas que agradem ao novo tipo de utilizador já que o PC está em declínio acentuado e o tablet vai ser o segmento de dispositivos móveis que mais vai vincar a diferença entre as marcas.

Em 2013 o número de dispositivos Android expedidos já vai ser superior aos da Microsoft e Apple, duas marcas que vão registar um crescimento nos próximos quatro anos mas que não será suficiente para acompanhar o sistema operativo da Google.

Em contrapartida os equipamentos sem sistemas operativos inteligentes vão sofrer uma queda acentuada, tendência que mostra a mudança no mercado relativamento aos dispositivos smart como computadores portáteis, híbridos, transformáveis, tablets e smartphones.

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O gráfico da Gartner, citado pelo The Guardian, revela que em 2017 vão ser enviados 1,5 mil milhões de dispositivos Android para o retalho, o dobro dos 600 milhões que serão enviados com Windows e dos cerca de 550 milhões com iOS/Mac. Além de perder para a Google, a Microsoft vê a Apple aproximar-se de uma forma que já não acontecia desde a década de 80 do século passado.

A investigadora responsável pelo estudo, Carolina Milanesi, acredita que daqui a dois anos vão ser vendidos mais tablets do que computadores e portáteis juntos, e juntamente com os smartpones, é neste segmento que as empresas têm que concentrar esforços.

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A investigadora aproveitou ainda para deixar uma deixa relativamente ao Microsoft Office e deu a entender de forma indireta que a empresa de Redmond pode também perder a hegemonia na área das suites de produtividade caso não se saiba adaptar.

No final da lista continua a BlackBerry e nos próximos anos o número de dispositivos expedidos deve diminuir cerca de dez milhões para as 24 milhões de unidades. Ainda assim é preciso ter em conta que ao contrário dos restantes sistemas operativos, o BlackBerry mantém-se focado na área dos telemóveis.

Estes dados são sempre relativos e não têm em conta o nível de inovação que as empresas introduzem. Basta relembrar que a Apple disparou meteoricamente com o iPhone introduzido em 2007 e com o iPad em 2010, e que em 2012 a Microsoft apresentou o um tablet próprio e a Google apresentou ao mundo já este ano um computador próprio.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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