A Ferrari revelou o nome (final) e o interior do seu primeiro veículo totalmente elétrico. Anteriormente designado de Elettrica, este modelo será chamado de Luce, palavra italiana para "luz", e representa um dos lançamentos mais consequentes da história da marca.
O habitáculo foi desenhado por Sir Jony Ive, o lendário diretor de design da Apple responsável por equipamentos como o iPhone, MacBook Air e Apple Watch, numa colaboração que une duas das mentes mais influentes em design e tecnologia das últimas décadas.
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Jony Ive abandonou a Apple em 2019 para co-fundar a LoveFrom, um estúdio criativo, juntamente com Marc Newson. A amizade com John Elkann, presidente executivo da Ferrari, levou à proposta de desenhar o interior do primeiro Ferrari elétrico. Cinco anos depois, o resultado reimagina completamente a interface entre condutor e máquina.
O interior afasta-se dos ecrãs tácteis dominantes na indústria, privilegiando os controlos físicos e mecânicos, combinando displays analógicos com tecnologia digital de última geração. O volante de três braços, em liga de alumínio 100 por cento reciclada, consiste em 19 peças maquinadas CNC. À direita, um botão rotativo altera os modos de potência do sistema de mais de 1000 cavalos: "Range, Tour e Performance". À esquerda, um "manettino" gere a configuração do chassis.
O painel de instrumentos principal mede 12,86 polegadas e é uma escultura tecnológica. Os mostradores foram inspirados nos instrumentos Veglia e Jaeger dos Ferrari clássicos, utilizando tecnologia OLED da Samsung que permite que píxeis individuais se liguem e desliguem independentemente, criando pretos perfeitos. O ponteiro é físico, fabricado em alumínio anodizado e retroiluminado por 15 LEDs.
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O ecrã central de 10,12 polegadas está montado numa articulação esférica que permite rodar suavemente para o condutor ou passageiro, com apoio para a palma da mão. Os controlos de climatização são interruptores físicos, uma escolha inspirada em aviões antigos. Ive e a sua equipa, proprietários de vários clássicos, insistem que a funcionalidade dos controlos mecânicos é superior. O selector de mudanças e consola central receberam igual atenção.
A Ferrari trabalhou com a Corning para desenvolver o Fusion5, uma técnica de vidro nunca antes utilizada em automóveis. Foram feitos 13 mil orifícios microscópicos no painel através de lasers, nos quais foi depositada tinta para os gráficos. A chave do Luce assemelha-se à chave Ferrari actual, com o Cavallino Rampante sobre fundo amarelo. Quando colocada na base magnetizada, muda de amarelo para preto através de tecnologia e-ink, enquanto o painel de controlo se ilumina.
Flavio Manzoni, director de design da Ferrari, afirma que a colaboração representa uma oportunidade de traduzir novos códigos de design, semelhante ao que aconteceu na década de 1960. O exterior do Luce só será revelado apenas em maio de 2026, mas o interior já está a marcar pela diferença, e a dar que falar.
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