Os protestos contra serviços como a Uber e a Cabify não são nenhuma novidade, mas nos últimos tempos têm ganho “maior volume”. No final de agosto, a Federação Portuguesa do Táxi (FPT) e a ANTRAL exigiram que as forças policiais apreendessem todos os veículos que operassem sob um dos serviços digitais de transporte, sublinhando a sua ilegalidade.
Apesar de os “ventos” soprarem fortemente neste setor, a Cabify anunciou que planeia levar os seus serviços até à Invicta. Ao Jornal de Negócios, a empresa disse que a data de início das operações na cidade nortenha será revelada na próxima semana. A intenção é comunicada quatro meses depois de a empresa entrar no mercado português, onde tem operações em Lisboa e na ilha da Madeira.
O Governo está a preparar legislação para legitimar estes serviços digitais e por termo à luta que tem causado disrupções no funcionamento do setor. Estas diretivas devem ser apresentadas ainda este ano.
No entanto, os representantes dos taxistas mostram-se descontentes com a inação do Executivo face à marginalidade de plataformas como a Uber e a Cabify. Para mostrar aos líderes do Governo que a sua luta não são “gritos no vácuo”, a ANTRAL e a FPT já confirmaram que vão avançar com a manifestação em Lisboa, agendada para o próximo dia 10 de outubro.
As associações sectoriais apelaram à “compreensão dos portugueses para os inconvenientes que esta manifestação pública certamente irá causar”.
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