A Comissão Europeia considera que o mercado das aplicações é vital para o desenvolvimento da economia digital, mas que neste momento a confiança dos utilizadores nos conteúdos não é a melhor. Isto porque a maior parte dos jogos gratuitos, conhecidos como freemium, incentivam a dada altura à compra de conteúdos extra, as chamadas in-app purchases.

Com o objetivo de alterar esta situação e de aumentar a transparência, a CE vai reunir-se hoje, 28 de fevereiro, pelo segundo dia consecutivo com a Google, com a Apple e com alguns grupos que defendem os interesses dos consumidores na Europa.

Diz a CE em comunicado que atualmente cerca de 50% das aplicações funcionam neste modelo freemium e que muitos utilizadores estão a comprar conteúdos de forma não consciente, devido às ligações diretas estabelecidas com os cartões de crédito. As crianças são uns dos principais alvos, já que são aliciadas a comprar conteúdos, aproveitando-se do facto de os pais terem uma conta associada ao perfil de utilizador do telemóvel.

Os responsáveis europeus propõe então que: haja um contacto direto do programador na aplicação para que seja mais fácil apresentar uma queixa; querem um sistema de in-apps mais informativo e que peça explicitamente o consentimento de compra ao utilizador; os jogos não devem adotar uma postura de extorsão para arrancar dinheiro, sobretudo às crianças; e por fim as aplicações não devem enganar os utilizadores relativamente aos custos necessários para o jogo.

Diz a CE que fazer o download dos jogos é gratuito, mas jogá-los implica muitas vezes gastar dinheiro, o que torna o mercado das aplicações um pouco enganador do ponto de vista do utilizador.

De acordo com as previsões apontadas, o segmento das aplicações vai valer cerca de 63 mil milhões de euros dentro de quatro anos, sendo responsável por quase cinco milhões postos de trabalho, diretos e indiretos.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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