À medida que a “novela” dos Estados Unidos vs. TikTok se adensa, o mercado abre-se à entrada de uma nova “rival“ da popular aplicação da ByteDance. A Oppo não quer perder a oportunidade e revelou que poderá lançar uma app de vídeos curtos já na segunda metade deste ano.

Em declarações ao South China Morning Post, Jimmy Yi, presidente da Oppo para a região Ásia-Pacífico, deu a conhecer que a fabricante quer apostar numa estratégia que vai além dos smartphones. O responsável indicou que a empresa já começou a disponibilizar alguns serviços online, como uma app store ou um browser, em mercados fora de China.

Embora não tenha avançado mais pormenores acerca da aplicação que quer competir diretamente com o TikTok, Jimmy Yi sublinhou a importância da disponibilização de serviços online por parte da fabricante, em especial, numa altura em que o 5G se continua a desenvolver um pouco por todo o mundo.

A decisão da Oppo chega após uma reviravolta inesperada na corrida à compra pelas operações do TikTok nos Estados Unidos. O governo chinês apresentou uma nova lei que impõe restrições no que toca à exportação de tecnologia e a medida pode afetar a rede social.

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O Ministério do Comércio chinês atualizou pela primeira vez em 12 anos a lista de tecnologias que podem, ou não, ser exportadas e entre elas está “tecnologia que se baseia em análise de dados para recomendações personalizadas em serviços de informação”.

Em entrevista à Xinhua, a agência noticiosa do Estado, Cui Fan, professor na University of International Business and Economics e assessor do governo chinês, comentou que a nova lei de exportações tecnológicas pode significar que a ByteDance terá de pedir uma licença antes de vender o TikTok a uma empresa norte-americana.

Além disso, o assessor afirmou que a ByteDance deveria seriamente considerar cessar a venda da rede social. Cui Fan indicou também que, mesmo que a empresa já não tenha uma parte ativa no TikTok, a possível transferência de tecnologia poderá violar a nova lei chinesa.

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