A Caixa Change é uma aplicação para pagamentos móveis que deverá chegar ao consumidor final no segundo semestre deste ano. O objetivo da aplicação é eliminar a necessidade de trocos e outras complicações no momento do pagamento de um bem ou serviço. O serviço funciona com recurso à câmara do telemóvel e a um código de cinco dígitos. A aplicação já se encontra em fase de testes na sede da Caixa Geral de Depósitos desde o início de dezembro, onde pode ser usada em máquinas de venda automática, refeitório, papelaria, entre outros locais.

Em declarações ao TeK, fonte da Caixa Geral de Depósitos explica que as opiniões têm sido "bastante boas" e que, desde a implementação, a Caixa Change "já tem mais de 300 utilizadores, contabilizando 6.000 transações". É feita uma transação a cada três minutos.

Como funciona?

A adesão ao serviço pode ser atualmente feita numa das cinco caixas ATS (caixas automáticas) existentes no edifício-sede da CGD. Logo após o pedido, é enviado um código de entrada de cinco dígitos para o smartphone que terá de ser introduzido na aplicação, assegurando a sincronização com a conta. Esse código terá de ser utilizado sempre que o cliente pretender realizar uma compra.

No momento do pagamento, cada loja terá o seu próprio código QR para onde o cliente irá apontar a câmara do smartphone, enviando os dados necessários para que a compra seja feita. Assim que é feito o reconhecimento pela máquina, o comerciante insere o valor do pagamento e o cliente terá apenas de confirmar a emissão da fatura, que poderá vir já com os seus dados previamente inseridos na aplicação. Ou seja, deixará de ser necessário ditar o número de contribuinte sempre que for realizada uma compra.

Nas máquinas de venda automática o processo é semelhante: o cliente aponta a câmara para o código QR, escreve no smartphone o produto que pretende adquirir e recebe de seguida um SMS com o valor a ser debitado. "Tudo isto demora menos de 5 segundos", disse a fonte da CGD, que confirmou também negociações em andamento com algumas cadeias de lojas e fabricantes de software de faturação.

Este é um processo seguro?

Numa altura em que se fala tanto das debilidades da Internet no que toca à segurança e privacidade dos dados, este é talvez um dos principais desafios com que a Caixa Geral de Depósitos se irá debater na implementação do serviço no mercado.

"Em Portugal, esta é a primeira solução de pagamentos móveis de um banco", destaca a CGD, acrescentando que todos "os procedimentos normais de segurança" da instituição passam para a aplicação móvel. A CGD também explica que a aplicação não envolve "muitos dados sensíveis, como os dados bancários ou da conta", durante os processos de pagamento, até porque está a ser "dirigida a um target de pagamentos de baixo valor".

Atualmente, os utilizadores da aplicação poderão fazer transações com um valor máximo de 20 euros de cada vez, não ultrapassando os 100 euros diários. Estes são limites definidos pelo banco, mas que poderão ser alterados "mediante a gestão do próprio cliente".

Android e iOS já estão garantidas. Para quando Windows Phone?

"Para já resolvemos apostar nestes dois sistemas operativos, o Android e o iOS, mas na fase piloto vamos precisamente recolher o feedback e avançar possivelmente para outros sistemas operativos. É uma questão que não está de todo afastada", confirmou a fonte do banco.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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