Kristen Garcia Dumont é a CEO da Machine Zone, uma editora dedicada à produção de jogos para smartphones, empresa que continua a manter-se como líder devido a jogos como MobileStrike e Game of War, assim como a versão mobile de Final Fantasy XV: A New Empire. “Mas como é a competição para mim?”, lançou a pergunta à plateia, referindo que há 2,5 mil milhões de smartphones para jogar.

A CEO refere que é fácil distribuir jogos das plataformas digitais da Google e Apple e por isso, torna-se um mar de apps, difícil de destacar os melhores entre tantos. A empresa vai lançar um novo jogo, que espera ser o seu terceiro título a passar a barreira dos mil milhões em receitas.

O segredo, para a gestora, é ser persistente, olhando para a frente, respirando fundo, e acreditar no seu produto, que mais tarde ou mais cedo os resultados vão aparecer. Refere ainda que a empresa está a criar material de marketing, e que as empresas necessitam de ser “agressivas” no que diz respeito ao marketing digital. Mas é necessário aprender onde e como comprar publicidade, seja online ou na televisão.

Deu o exemplo no Japão, e como foi difícil penetrar no mercado nipónico. A empresa aprendeu que para ser bem-sucedido era necessário ter campanhas ligadas às emoções de jogar. “Como é a sensação de jogar este jogo”, refere a sua estratégia para as campanhas televisivas. “Quando acabamos um trabalho e mostramos ao mundo, é como mostrar o nosso bebé, o que na realidade nunca é muito bonito, os bebés não são bonitos quando nascem”, destacou em riso.

Mas acreditar naquilo que julga ser correto, e persistir, é a sua regra. Para ilustrar as suas palavras, Kristen Garcia revelou o trailer televisivo para o Japão de Game of War, onde foi mostrado tudo menos o jogo, mas sim um grupo de jovens a gritar, em grupo, indo uns contra os outros. A ideia foi mostrar as emoções do jogo, e não o jogo em si, despertando a curiosidade dos utilizadores de irem procurar o título nas lojas de apps. O “GRRRRRR” feito pelos jovens é a sua parte favorita, a emoção que o jogo de guerra pretende oferecer. Este anúncio conseguiu tornar o jogo bem-sucedido no Japão, colocando-o no Top 10 dos mais jogados.

Em Mobile Strike, a empresa voltou a colocar este jogo no topo, ainda que a equipa estivesse nervosa de como repetir a proeza do primeiro título. “É terrível pensar em como podemos fazer asneira a partir daqui”, destacando que depois de se tornar bem-sucedida, ocorre a responsabilidade de não estragar nada a seguir.

O novo jogo foi sondado nas apps stores para saberem se havia alguém com títulos semelhantes, e o que descobriram foi que os fãs e utilizadores são muito vocais. A empresa decidiu depois que queria fazer um jogo baseado numa licença conhecida e decidiu tentar a sorte com Final Fantasy, dirigindo-se à Square Enix para a convencer a fazer um jogo de uma das séries mais famosas do Japão.

Mas para isso a aprovação tinha de ser rápida, com a empresa a pedir para a Machine Zone quebrar os seus princípios e decidir rápido. E conseguiu, Final Fantasy está a tornar-se mais um sucesso da empresa.

A CEO refere ainda que para uma empresa ser bem-sucedida tem de ser autêntica, e se tiver de “dar um soco na cara de alguém, que dê no momento”. É preciso contratar pessoas apaixonadas e com sede de sucesso, daquelas que não querem apenas entrar para uma empresa por segurança, mas que tragam algo. A empresa começou por contratar pessoas à Google e ao Facebook, aproveitando os seus recursos de recrutamento, mas depois atirando as “notas ao ar” para os ir buscar. O que conta é vencer, refere a empresária. “Queimem os barcos” são palavras de guerra que a CEO gosta de ouvir da sua equipa, pela sua ambição e sem terem medo de arriscar.

Depois dos sucessos, a empresa começou a ponderar o que a tornava especial e bem-sucedida, e criou um manifesto “ninguém cria mais manifestos, por isso eu queria um manifesto” e passou a citar em palco, terminando o seu discurso de forma épica… como os seus jogos, ao que parece.

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