O alerta foi dado por Eurico Cordeiro, diretor-geral da Ecopilhas, em declarações à Lusa. "Não pára de haver alterações nesta área, primeiro foram os telemóveis e outros aparelhos elétricos e eletrónicos e agora estamos numa outra área que tem a ver com os automóveis, ou com os veículos de deslocação elétricos, cujas vendas têm vindo a crescer, além dos drones", disse à agência.

Eurico Cordeiro acrescentou que uma das questões principais em análise entre as entidades gestoras em todo o mundo "prende-se com as novas tecnologias por detrás das baterias e das pilhas que fornecem energia a todo este tipo de aparelhos, a forma de reciclar e de tornar essas baterias e esses aparelhos mais seguros e também a forma como recolhe-los".

Este será um dos temas do 22.º congresso internacional sobre reciclagem de pilhas e acumuladores, promovido pela organização europeia ICM AG, que se inicia hoje em Lisboa, e espera cerca de 200 participantes da Europa, mas também de países como a China, EUA, Canadá ou Rússia, entre produtores, recicladores, entidades gestoras do fluxo de resíduos de pilhas e acumuladores, órgãos reguladores ou companhias de transporte.

Estas pilhas e baterias são a área "mais preocupante [em termos ambientais] porque mais difícil de controlar e porque são mais pequenas e facilmente vão parar ao lixo comum ou as pessoas as deixam no ambiente", salientou o diretor-geral da Ecopilhas, entidade que participa na organização do evento.

Eurico Cordeiro referiu ainda que Portugal não cumpre a meta de recolha de pilhas portáteis, aquelas de menores dimensões, principalmente utilizadas pelos consumidores domésticos.

Este ano, o total "das entidades gestoras de pilhas portáteis recolheram o equivalente a 39% do que foi colocado no mercado", abaixo da meta fixada para 2016, de 45%, depois do objetivo de chegar aos 25% até 2015.

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