Hoje em dia estamos cada vez mais expostos a fontes de luz azul artificiais, sobretudo dos ecrãs de equipamentos eletrónicos como a televisão, computadores, tablets, smartphones, que são produzidas pelos LEDS. Mas um novo estudo publicado neste mês de outubro revelou que uma exposição diária à luz azul causou uma neurodegeneração cerebral numa espécie de mosca designada por Drosophila melanogaster.
A investigação analisou os efeitos da luz azul na espécie também conhecida por mosca-das-frutas ou mosca-do-vinagre, e concluiu que as que foram mantidas em ciclos diários de exposição de 12 horas em luzes LED azuis e outras 12 num ambiente escuro viram a sua esperança média de vida reduzida. Os valores foram comparados com as moscas mantidas num ambiente escuro constante ou com luz branca mas com os comprimentos de onda azuis bloqueados.
Na prática, a exposição dos insetos adultos expostos a 12 horas de luz azul por dia acelerou os fenótipos de envelhecimento, provocando danos nas células da retina e na locomoção, como também uma neurodegeneração cerebral. No entanto, as luzes azuis não surgiram como "agentes stressantes" nos insetos jovens, o que de acordo com a investigação pode sugerir que apenas têm este efeito quando existe um processo de envelhecimento.
O estudo foi levado a cabo por vários autores da Oregon State University nos Estados Unidos e na University of Warsaw, Polónia, e surge depois de várias investigações já terem estabelecido relações com efeitos negativos na visão dos utilizadores.
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