A Samsung lançou o seu novo topo de gama Galaxy S20 em pleno surto de coronavírus, no último mês de fevereiro. A fabricante sul-coreana projetou a venda de 32 milhões de unidades da sua nova família de smartphones, mas os indicadores iniciais são muito desapontadores, refere a imprensa da Coreia do Sul, citada pelo Android Central. O país de origem da marca foi um dos mais afetados pelo Covid-19, na fase inicial do surto, tendo afetado o mercado.

O primeiro dia de lançamento é sempre um indicador importante, um teste de vendas aos early adopters que pretendem ter logo acesso aos equipamentos. E na estreia, venderam-se 70.800 unidades do Galaxy S20, metade dos 140.000 do Galaxy S10 e cerce de um terço dos 220.000 do Galaxy Note 10.

Segundo é referido, até agora (mês e meio depois do lançamento) a Samsung só terá vendido cerca de 60% de Galaxy S20, em comparação com as vendas do Galaxy S10 no mesmo período do ano passado. Números que podem ser confirmados pela Samsung durante a reunião de investidores no final deste primeiro trimestre do ano.

A possível quebra abrupta das vendas da Samsung está assim alinhada com os dados da investigação da Strategy Analytics, que revelou uma queda acentuada na distribuição de smartphones a nível global. Em fevereiro foi registado uma quebra de 38% quando comparado com o mesmo período de 2019. Ou seja, no ano passado foram colocados nas lojas 99,2 milhões de unidades e este ano apenas 61,8 milhões. E mesmo no que diz respeito a números de 2020, fevereiro sofreu uma queda de 39% face ao mês de janeiro.

De considerar ainda que a versão Ultra do Galaxy S20 é o modelo mais procurado da Samsung do novo segmento, tendo somado quase 50% das pré-encomendas. Essa procura fez a fabricante aumentar as encomendas de sensores da câmara fotográfica de 108 MP.

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