A Huawei convocou toda a imprensa europeia para um evento em Paris para apresentar o seu novo smartphone, o Ascend P7. O dispositivo em si não esconde muitos segredos que foram sendo revelados ao longo das últimas semanas, mas traz consigo uma estratégia mais focada na tentativa de provocar sensações junto dos utilizadores, sensações que a empresa espera que sejam de excelência.



A tecnológica asiática juntou o melhor dos seus melhores smartphones de 2013 – o Ascend P2 e o Ascend P6 – para criar um equipamento que tem grande preocupação ao nível do design, da capacidade fotográfica e ao nível da velocidade de Internet.



O design double C, como foi apelidado pelo vice presidente da área de design mobile, Joonsuh Kim, ajudou a criar um dispositivo fino e de extremidades arredondadas com margens para o ecrã muito reduzidas. Por causa deste “cuidado” o ecrã de cinco polegadas com resolução Full HD ocupa cerca de 72% da parte frontal do smartphone, um rácio superior ao do iPhone e do Galaxy S5 por exemplo.



O sensor fotográfico traseiro é de 13 megapíxeis e promete bom desempenho em condições de baixa luminosidade, enquanto o frontal é de oito megapíxeis, sendo este último um dos maiores sensores e com maior resolução que se pode encontrar no mercado, ao qual se acrescenta uma lente de cinco elementos. Para aderir à "moda" a empresa acrescentou o modo selfie panorâmico à câmara frontal que permite captar várias pessoas na mesma fotografia ou até todo o ambiente de fundo.



A área da fotografia foi uma onde a empresa mais se esforçou, permitindo entre outras funcionalidades acrescentar marcas de água às imagens captadas e até registos de som.



Por fim a aposta na tecnologia 4G. Depois de o Ascend P2 ter apresentado um suporte para velocidades de rede até 150Mbps, algo que faltava no topo de gama P6, o smartphone deste ano vem colmatar essa falha. O Ascend P7 usa, de acordo com a Huawei, o recetor 4G mais pequeno e mais eficiente do mercado, algo que permite ter até mais 50% de receção de sinal que outros módulos de rede.



Na área da rede a empresa acabou por surpreender com o anúncio de uma única entrada multimédia que suporta tanto o cartão micro SIM como um cartão de memória MicroSD.



O Ascend P7 tem ainda um modo de poupança energética que com os últimos 10% de bateria consegue garantir até um dia em modo standby, para evitar que o telemóvel morra e o utilizador não possa receber contactos.




O interface de utilizador, o Emotion UI, também está diferente, aproximando-se em termos de evolução daquilo que o Android e o iOS têm feito – ícones mais polidos, mais coloridos e mais diretos na mensagem que tentam transmitir ao utilizador. As pessoas vão ter mais de 100 temas disponíveis para costumizar a aparência do software do telemóvel.



O reposicionamento da Huawei, ainda que não referido, parece estar ligado também ao crescimento de novos players chineses no mercado dos smartphones: a Lenovo está a apostar cada vez mais nos smartphones e comprou a Motorola; a Oppo tem criado topos de gama a baixo preço; e a OnePlus também mostrou interesse em intrometer-se nesta guerra com o baixo custo One. Por isso é que a empresa referiu várias vezes a palavra excelência e voltou a apostar no segmento topo de gama.



Com o Ascend P7 a tecnológica chinesa espera conseguir replicar o sucesso do modelo P6 que globalmente vendeu quatro milhões de unidades.

O Ascend P7 vai chegar ao mercado português no início do mês de junho, com o preço de 449 euros.

Rui da Rocha Ferreira


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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