Poucos dias após ter revelado a sétima versão do iOS, a Apple revelou que 93% dos utilizadores do iPod Touch, iPhone e iPad estão a usar o iOS 6. De forma indireta, a tecnológica de Cupertino mandou um recado para a rival Google no campo da fragmentação, aquele que continua a ser um dos pontos fracos do sistema operativo open source.
Numa análise realizada entre 21 de maio e 3 de junho aos acessos feitos à App Store, a esmagadora maioria dos utilizadores do iOS usavam a sexta versão do software. O iOS 5 apresentou uma quota de 6%, enquanto todas as restantes versões apenas são suficientes para totalizar 1% da quota.
A moral da história do lado da Apple é: fragmentação no iOS não obrigado.
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No mesmo período de tempo e no mesmo sistema de análise, apenas 4% dos utilizadores Android tinham os smartphones e tablets equipados com a mais recente versão do sistema operativo: Jelly Bean 4.2.. A versão mais popular continua a ser o Gingerbread 2.3.3 ao 2.3.7, com 36,4%.
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A própria comparação dos gráficos revela uma notória diferença entre os sistemas operativos a nível de fragmentação, com teórica vantagem para a Apple.
O uso do termo "teórica" é justificado com o facto de a Apple não ter que lidar com as mesmas dificuldades da Google. A marca da maçã lança um telemóvel por ano e em média um novo modelo de tablet, além de não disponibilizar o sistema operativo para mais nenhuma fabricante. Por outro lado, os programadores são beneficiados pois apenas precisam de concentrar o desenvolvimento numa versão, enquanto do ponto de vista dos utilizadores existe a vantagem de estarem quase sempre atualizados.
Do outro lado, a Google tem uma aliança com dezenas de fabricantes - conhecidos e desconhecidos - e tem que lidar com as exigências e vontades de cada um dos principais membros - Samsung, Sony, HTC, LG e Huawei - e dos diferentes tipos de dispositivos que lançam no mercado. Isto, além de ter que enfrentar a aprovação das versões dos sistemas operativos por parte de centenas de operadoras de telecomunicações em todo o mundo.
Um dos problemas associados à grande fragmentação é a impossibilidade de aceder a aplicações que requerem versões específicas do software. O Google Now apenas funciona a partir da versão 4.1 do Android, deixando de fora mais de 60% dos utilizadores da plataforma.
O TeK convida os leitores a deixarem na caixa de comentários a análise que fazem à diferença de números entre os dois sistemas operativos móveis líderes de mercado.
Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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