A Apple e a Escola de Medicina da Universidade de Stanford juntaram-se para estudar o papel que o Apple Watch pode ter na saúde cardíaca dos consumidores. O estudo começou em 2017 e terminou recentemente, depois de terem sido analisados mais de 419 mil participantes. De acordo com a tecnológica norte-americana, mais de 2 mil pessoas foram positivamente diagnosticadas e notificadas durante o estudo, acerca de uma possível irregularidade no seu batimento cardíaco.

Os pacientes notificados receberam aparelhos de monitorização capazes de outros tipos de medição que deverão ajudar a empresa a identificar padrões e a criar algoritmos que a ajudem a desenvolver novas tecnologias de prevenção. Neste caso, a tecnologia da Apple foi essencial para identificar casos de fibrilação atrial, uma condição que se manifesta intermitentemente e que necessita de acompanhamento permanente para ser despistada.

"A fibrilação atrial é apenas o começo. Este estudo vai abrir portas a futuras investigações sobre wearables e como é que eles podem ser utilizados para prevenir doenças antes que estas ataquem - um objetivo da saúde de precisão", disse o Dr. Lloyd Minor, reitor da Escola de Medicina de Stanford.

Note que, neste exercício, o Apple Watch foi capaz de indentificar uma doença não diagnosticada no paciente, o que vai muito para além das capacidades anunciadas. Isto acontece porque a empresa tem planos para tornar os seus wearables em autênticos gadgets de saúde, mas não pode vender determinadas funcionalidades sem garantir que estas funcionam na perfeição. Importa ainda dizer que o estudo envolveu apenas smartwatches da Series 3, o que significa que a opção de electrocardiograma, que foi apresentada na Series 4, não foi testada no âmbito deste estudo.

57% dos utilizadores notificados procuraram ajuda médica após ter sido informado da sua condição médica através do smartwatch. O dado é também essencial para que a Apple perceba até onde pode ir com as notificações, uma vez que as mesmas podem ser facilmente ignoradas; o que se procura evitar quando o caso é sensível.

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