O Apple Card, resultado de uma parceria entre a empresa da maçã e a Goldman Sachs, está disponível a partir desta terça-feira, através da app Wallet no iPhone. O serviço pode posteriormente ser usado no Apple Pay em lojas, aplicações e sites.

O cartão não tem taxas, disponibiliza uma análise dos gastos e um "novo nível de privacidade e segurança", de acordo com a Apple. Este lançamento segue-se ao modo “preview” do serviço no início de agosto, quando alguns utilizadores dos Estados Unidos foram convidados a experimentar a aplicação.

Em comunicado, a vice-presidente da Apple Pay assume que a empresa está entusiasmada com aquele que diz ser o "interesse esmagador no Apple Card e sua receção positiva". "Os clientes disseram-nos que adoram a simplicidade do cartão da Apple e a forma como oferece uma melhor visão dos seus gastos", explicou Jennifer Bailey.

O programa de recompensas do Apple Card, chamado Daily Cash, retorna uma percentagem de cada compra com dinheiro no cartão da Apple todos os dias. Se a compra for realizada com o Apple Card através do Apple Pay a recompensa é de 2%, enquanto que todas as transações feitas diretamente na Apple, como a Apple Store ou o iTunes, recebem 3% de volta. No caso da Uber ou da Uber Eats o valor é também de 3%. Para compras feitas com o cartão de titânio da Apple os clientes vão receber 1% de retorno.

Para ajudar os clientes a compreender melhor os seus gastos, o Apple Card recorre a técnicas de machine learning e ao Apple Maps, para rotular claramente as transações com nomes e locais de comerciantes no Wallet. Para além disso, fornece resumos de gastos semanais e mensais.

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Quanto às questões de privacidade, a Apple garante que a empresa da maçã não terá conhecimento das compras dos utilizadores, quer relativas ao local onde foram feitas, valores e lojas. Já a Goldman Sachs, de acordo com o previsto, não poderá compartilhar ou vender dados a terceiros para marketing e publicidade.

Para além do banco, a Apple admite poder vir contar em breve com o Mastercard como parceiro, para “fornecer o suporte de uma rede global de pagamentos”.