Quem terminou o 12º ano e conseguiu aprovação na primeira fase dos exames têm à sua disposição 50.668 vagas em instituições públicas de ensino superior, às quais se juntam mais 660 vagas para ingresso em cursos em que a candidatura é realizada através de concursos locais, organizados pelas instituições. E é para estes alvos que os estudantes vão apontar já amanhã, com a abertura do concurso nacional.

As áreas das Engenhrias, Técnicas e afins são dominantes, mas há também um número crescente de vagas nas áreas das Ciências Empresariais e na Saúde, enquanto os cursos de Direito e Enfermagem têm o maior volume de vagas numa análise curso a curso.

Numa análise aos números de vagas disponibilizadas verifica-se a preponderância do ensino universitário, com 55,9% das vagas (num total de 28.310), enquanto o ensino politécnico tem 44,1% da oferta, com 22.378 vagas. Mas mais uma vez há um domínio dos cursos de Engenharia e técnicos, com 17,7% das vagas, num total de 9.083, enquanto as Ciências Empresariais representam 14,7%, e 7.557 vagas, seguindo-se a Saúde com 6.716 vagas, 13,1% do total da oferta.

Se a verificação for feita curso a curso, são duas ofertas de licenciaturas de Direito que garantem maior número de ofertas num único curso: são 460 vagas em Lisboa, mais 334 no Porto. Nesta lista não há qualquer curso na área técnica, dominando em seguida a Enfermagem e a Medicina. 

Já nos cursos com médias mais elevadas - tendo em conta a nota do último aluno a ingressar no concurso em 2015 - continua a ser a Medicina a liderar, com 18,67 valores, mas há dois cursos do Instituto Superior Técnico a ombrear com os valores acima dos 18 pontos de média final. Curisamente todos os cursos neste grupo são mestrados integrados.

 

Novo crescimento de vagas, embora residual

Os números hoje divulgados mostram o primeiro aumento nos últimos quatro anos, depois de o número de vagas ter atingido o máximo de 53.500 disponibilizadas nas várias instituições de ensino. Mesmo assim este é um crescimento residual face a 2015, contando-se mais cerca de centena e meia de vagas.

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O que se nota também é que o número de cursos "encolheu". A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) gtem vindo a promover uma política de maior escrutíneo, e segundo a Renascença nos últimos seis anos acabaram 2.400 cursos.

Na lista da oferta formativa agora disponível estão 1.060 pares de instituições/cursos a que os alunos se podem candidatar já a partir de amanhã através da plataforma eletrónica no site da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), no concurso que termina a 10 de agosto e para a qual precisam de uma senha.

A proporção de cursos e vagas é semelhante à já registada em 2015, e embora as áreas técnicas e de engenharia continuem a ser apontadas como as opções com maior taxa de empregabilidade, e profissões de futuro, o certo é que no ano passado muitas vagas ficaram por preencher na primeira e mesmo na segunda fase.

Como escolher?

A empregabilidade dos cursos é um bom critério, mas só existem 25 cursos com desemprego 0, e há algumas licenciaturas com taxas elevadas que se mantêm ativas.

Para quem procura mais dados, há informação relevante a consultar no site Infocurso, com dados sobre o perfil dos alunos que frequentam os vários cursos e taxa de empregabilidade, com dados dos inscritos no IEFP.

Para informação sobre as candidaturas, a Direção-Geral do Ensino Superior tem online o Guia de Candidatura ao Ensino Superior onde os alunos podem ter acesso à informação sobre os cursos disponíveis e as condições de candidatura.

A partir desta sexta feira, dia 22 de julho, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior vai atualizar as estatísticas de evolução das candidaturas ao concurso nacional de acesso através do site da DGES.

Os resultados da primeira fase de candidaturas são conhecidos a 12 de setembro, mas há ainda lugar à segunda e terceira fase, com as vagas que ficaram por preencher. 

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